terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ENCRUZILHADAS

Caminhamos por estradas diferentes
As encruzilhadas parecem sumir
As pessoas passam solitárias
acompanhadas apenas por seus sonhos
As noites e os dias parecem iguais
A paisagem é sempre a mesma
As avencas e samambaias empalidecem
apenas a orquídea reina intacta
tentando nos dizer alguma coisa
Se tem luz no fim, não vejo o túnel
Perco meu dia em pensamentos inúteis
planejando epopéias de quixote
Os frutos e doces não tem o sabor esperado
Se teus lábios são um oásis,
teu beijo é apenas uma miragem
Será que esse caminho tem um fim?
Solto as palavras ao vento esperando que ele mude
Que elas cheguem aos teus ouvidos,
Sinceras, limpas, claras, como flechas no alvo
Que provoquem a reação esperada,
O encanto inesperado, a explosão desejada
Você tem medo do anoitecer
e do brilho das estrelas
Você tem medo de acordar nos meus braços
Então continuamos solitários entre pessoas,
Por caminhos diferentes,
Fugindo das encruzilhadas.

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