sábado, 7 de fevereiro de 2015

A PAIXÃO QUE NOS FALTA

Escrever é uma arte e uma paixão. Essa arte não é para qualquer um, precisa de um toque de magia e de profissionalismo. Não sou mágico e não sou jornalista. Leio muito e gosto de colocar para fora meus anseios, dificuldades, o que eu vejo de errado e o que posso tentar mudar com um pequeno texto. Quanto à paixão, pergunto-me: Como escrever apaixonado se a outra não corresponde. Para que escrever para leitores que não querem ler? Que preferem fotos bizarras, correntes de oração que escravizam quem as tenta realizar, fofocas, intrigas, e um mínimo de linhas necessárias para entender o que está acontecendo, mesmo que em duas linhas tenha pelo menos 10 erros de português.
O mundo parece andar na rotação errada. Os valores invertidos. Pune-se o trabalhador, exalta-se o corrupto, o desonesto, o traficante. Nos tornamos escravos de nós mesmos. Nossa liberdade, que tanto fizemos para adquirir é vigiada por olhos fortuitos, câmeras de vídeo, línguas serpentiginosas. A proteção do estado não existe mais, sobrando a proteção divina, se Deus ainda não se cansou disso tudo.
Os amores se tornaram imperfeitos e duvidosos. As paixões, desconfiadas e envelhecidas. Ninguém mais crê que exista alguma coisa mais verdadeira, singela, poética, sem segundas intenções. É nessa maré que seguem as letras. Vampiros, duendes, fadas, heróis vorazes por jogos, mitológicos. O homem precisa ser humanizado novamente. Precisa-se de uma revolta nos lares, nas escolas. Que volte a religião, a Moral e Cívica, o teatro, as aulas de OSPB (organização social e política brasileira, que politizavam as crianças, que ensinavam o respeito à pátria e aos mais velhos. Precisamos de mais amor, mais paixão em nosso cotidiano, pelo trabalho, pelas letras,  e, principalmente pelo ser humano.
E viva la vida!

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