sábado, 13 de junho de 2015

MEU MEDO


Este é o tempo, esta é a hora
tempo de errar e de acertar
sua respiração me faz pensar assim
posso me perder de você todos os dias
mas quando fecho os olhos é com você que sonho
Voando longe, correndo para longe
correndo do que, para que
Por que voar se a primavera está aqui
tenho flores, calor e não tenho medo
o único medo é perder você

tantas horas e poucos minutos
nos unem e nos separam
esqueça as lágrimas e sorria
ainda estou aqui basta você perceber
o mundo não mudou tanto assim
a alegria e a tristeza ainda são irmãs
e podemos escolher a companhia
Ainda tenho fé na humanidade
e esperança em nós dois
Há tempo para crescer
e tempo de mudar
e esse tempo é agora
Se o mundo acabar,
que seja ao teu lado
se eu tiver que me ajoelhar
que seja para agradecer
teus olhos nos meus
Você sabe que sinto sua falta
e se o temporal chegar,
ou teu chão ruir
estarei aqui para te proteger,
e mesmo quando pensar em desistir
estarei aqui para pegar na tua mão
perdi o medo de viver faz tempo
só não vá correr para longe
desista de voar
porque não posso respirar sem você.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

NOITE DE DOMINGO

Cai a noite! o domingo morreu
luto por mais um sem graça
sem riso, sem festa, sem nada
deixamos o passado prá tras
falamos que é uma roupa que
não nos serve mais
mas e o passado recente?
e os dias felizes?
ficaram guardados na mala da última viagem
na música que não tocou porque era triste
no beijo que não aconteceu
porque abria outras portas
no medo que ficou parado no ar
porque um sonho terminou
antes de começar por vias tortas
as nuvens perdem a cor,
e partem pra outro lugar
deixando apenas as estrelas
paradas, mudas, distantes
observando tudo e todos
mas sem sofrimento, sem sonhos,
sem dor, sem mau-humor
sem a dor que sentimos
pela solidão que cavamos
pela depressão que não entendemos
pelo vazio que transbordamos
Cai a noite! O domingo morreu
mais um que passa, sem graça
a luz apaga e nos sonhos viajo
para lugares comuns, solares
de sorrisos fáceis, milhares,
parentes, amigos, abraços
de um passado nunca esquecido
de um amor revigorado
de domingos que não voltam mais

quinta-feira, 14 de maio de 2015

OUTONO NO CORAÇÃO

Acordei cedo só pra te ver sorrir
Você brilhava mais do que o sol
Deixou em mim a esperança chegar
Ficou no vento fragmentos de luz
Lá fora a chuva começava a descer
E no meu rosto uma lágrima a molhar

Quem trás consigo o medo de mudar
Nunca chega em lugar nenhum
Eu só queria poder conversar
E convencer  que existe um mundo melhor
E que é possível poder transformar
Um sonho em algo maior
E num deserto uma rosa nasceu
Você se abriu e me deixou regar
Dentro de mim um sentimento cresceu
Mas com o tempo você foi se fechar
Falei pra ti dos temporais,
E da bonança que vinha depois
Você me olhou e pediu paz
Se não há guerra não há vencedor
O outono foi chegando enfim
Caindo a folha, só resta o espinho
Se há uma pedra no lugar do coração
Não há amor para desenhar um novo caminho



sexta-feira, 27 de março de 2015

OBRIGADO RENATO!

Hoje o grande compositor e cantor Renato Manfredini Jr. estaria completando 55 anos.  Professor de língua e literatura inglesa na adolescência, locutor de rádio e fã de punk, criou com os irmãos Lemos a banda Aborto Elétrico, no final dos anos 70 ". Algumas músicas dessa safra foram regravadas mais tarde no terceiro disco da  Legião Urbana, como, Que País é Esse, Tédio com um T, e Fátima e Veraneio Vascaína que ficariam com a futura banda de Fê, Flávio e Dinho Ouro Preto, Capital Inicial. Após a dissolução do Aborto, Renato se intitulou o trovador solitário fazendo shows apenas com seu violão de 12 cordas.  Mas, foi com seus companheiros  Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha, que Russo apresentou para o Brasil um novo tipo de música, um pop-rock dançante mas com letras polítitizadas, críticas, falando de amores impossíveis, das dificuldades da juventude, de encontros e desencontros e, no final da vida, de sua doença.
Inteligente, persistente e sensível, lançou dois álbuns-solo, The Stonewall Celebration Concert, com sucessos ingleses e Equilibrio Distante, em italiano, homenageando sua origem.
Mas foi com a banda Legião Urbana, que para o público era chamada de "religião urbana" que conheceu o sucesso. Com nove álbuns em estúdio, venderam no período mais de 20 milhões de discos, produzindo sucessos que hoje ainda são regravados e cantados por pequenas e grandes bandas do Brasil.
Entre meus favoritos, Soldados, Será, Por Enquanto, Quase Sem Querer, Tempo Perdido, Índios, Andrea Doria, Fábrica, Angra dos Reis, Eu Sei, Há Tempos, Eu Era Um Lobisomen Juvenil, Monte Castelo, Sete Cidades, O Teatro dos Vampiros, Vento no Litoral, A Canção do Senhor da Guerra, Vinte e Nove, Os Barcos, Perfeição, Giz, L'Venttura, A Via Láctea,
Soropositivo. desde 1989, sempre escondeu a doença, até morrer em decorrência das complicações da mesma, em 11 de outubro de 1996.
Renato Russo, foi um cometa em rápida trajetória pelo mundo da música e das letras, deixando um imenso vazio na música brasileira. Foram dele algumas frases que usei para o meu discurso de formatura. " Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem." e " Há tempo são os jovens que adoecem, e há tempos o encanto está ausente e há ferrugem nos sorrisos..."
Obrigado por tudo Renato porque tua música estará
para sempre em nossa mente e em nossos corações!

sexta-feira, 20 de março de 2015

O QUE É, O QUE É?

No silêncio das horas ouço milhões de dores
ouço meus passos, carinhos, amores,
com ou sem direção eles ecoam
agenda marcada, compromissos, consultas,
corre prá cá, prá lá, sala-de-parto,
anti-social, oposição, sonhador. fugitivo.
Entra um, choram dois, sorriam três
um reclama do atraso, outro paga e exige nota
apenas um raro se preoucupa com você, agradece.
um me abraça, um olha desconfiado
mas me beija no final
um esperneia, belisca a mãe
e berra pelo pai
gritos, choros, risos, sorrisos
gugus, dadás, arrotos, regurgitações,
pepas, galinhas pintadinhas, ursinhos,
doenças eternas, passageiras, viroses
maternas, paternas, sociais
auto-suficientes, deficientes, inalcançáveis,
culturais, intransigentes.
Ignorância, medo, certeza,
paciência, intolerância, presteza,
Sifilítica, política, pieguice, meiguice,
simplicidade, grosseria, traquinagem,
hiperatividade, medo, segredos,
Sorrisos perfeitos, mães despreparadas,
Mal-formados amados, mães interessadas
nada é para sempre, tudo é possível,
Um tempo pra pensar em você, em nós,
Onde estou errando?
Há esperança, não há possibilidades,
O tio, o doutor, o médico, o palhaço solitário,
A ciência crua, nua, desvalorizada,
despojada, amada,persistente, sobrevivente.
Eu, pediatra!

quinta-feira, 19 de março de 2015

COISAS DA VIDA

Eu andava perdido por caminhos estranhos
trocando carícias discretas como a brisa nas folhas.
Tinha planos que não eram meus
e na multidão eu estava sozinho.
Quando passei por você
e senti teu perfume
e ouvi tua respiração
alguma coisa mudou em mim
as estações se confundiram
e as idéias pareciam não ser mais minhas.
Então, quando não recebia cartas,
e meu telefone não tocava
ou teu olhar não cruzava com o meu,
deixei de ser eu mesmo.
Você estava sempre ocupada,
e meus minutos ficaram eternos
Fazia poemas, músicas, frases,
sonhos  de moço, adolescente,
fazendo de conta que você se importava.
Fiquei cego  com tua luz
enquanto você iluminava a todos.
Então, quando eu menos esperava,
quando as ilusões estavam exauridas,
quando nada mais fazia sentido,
um milagre aconteceu.
Apareceste do nada e preencheste as lacunas
que abriram com os desamores da vida
Agora está  aqui, em todo o lugar
ao meu lado, na minha vida,
e principalmente dentro de mim

quarta-feira, 18 de março de 2015

MOMENTOS

Trago aqui dentro do peito
eternos caminhos
e pensamentos que voam
prá longe do ninho
Cada minuto vivido por nós
levo comigo.
Tua voz e teu olhar
prá guardar e lembrar.
Ouço os pingos da chuva
e volto no tempo
nas folhas secas do outono
levadas ao vento
O cheiro do pão nas doces manhãs,
o abraço de irmão
e o beijo de amor no café
Se tudo ficou distante
viajo um momento
e na fração de um instante
percorro meu mundo
mergulho no escuro só pra te achar
e lembrar
que o perfume das flores,
e o brilho das cores,
tudo fica sem sentido
se não vem de você.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

CADÊ A ESCADA DE INCÊNDIO?

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Esse é o início de uma bela canção de Chico Buarque chamada Roda Viva e serve para começar o post de hoje.
Parece que os dias descritos nessa composição estão cada dia mais presentes na vida da gente. Dias em que a rotina e a falta de bom senso imperam e transformam nosso humor em uma roda gigante em questão de minutos.
Enquanto escasseiam alimentos nas prateleiras dos supermercados, devido a paralisação na estrada pelos caminhoneiros, desaparecem a paciência e a tolerância. Não sei se isso acontece com todo mundo, mas parece que quando a coisa está ruim, sempre pode piorar ainda mais.
Deveríamos ter a nossa máquina do tempo ou uma rota de fuga em algum lugar da casa ou da clínica. Em caso de "incêndio" use esta saída! E cairíamos dentro de nossa casa na infância, à mesa de refeições com os pais e irmãos. Conversando sobre o dia, fazendo tarefas ou simplesmente tramando a próxima brincadeira. Que saudade das preoucupações levianas, quando fazíamos o maior drama na chegada das provas e queríamos tirar notas boas para que pais e professores se orgulhassem e ficassem felizes com nosso desempenho. Parecia que tudo tirávamos de "letra". Minha mãe, que na sua simplicidade, de quem havia sido criada apenas para essa vocação maior, ensinava a tabuada como se fosse o melhor matemático do mundo. Nos finais de tarde nos dava banho para esperar  meu pai de braços abertos no final do expediente, que chegava cansado, mas sempre com o sorriso no rosto. Meus vizinhos, que eram todos amigos de verdade, arquitetos de sonhos,como eu, faziam planos para o futuro, mas no final das contas, o que valia era estar juntos eternamente.
O tempo passou e os problemas que eram de nossos pais hoje são nossos. Tentar dar o melhor sem saber se estamos realmente fazendo o melhor pelos nossos filhos. Cuidar do trabalho, da harmonia da casa, zelar pelas boas relações e ainda sonhar. Como é difícil!
Meus pais esqueceram de me avisar que crescer e assumir responsabilidades era parar de sonhar. Hoje tento entender e aprender com meu filho essa nova fase da vida. O trabalho suga o nosso melhor porque temos que dar o máximo. E lidar com doenças  24 h acaba adoecendo a nossa alma e por vezes, ficamos
estáticos à frente de pequenos problemas,tais como, uma lâmpada queimada, o motor da piscina que morreu, o telhado que tem goteiras e as fofocas e desconfianças do cotidiano.
Chico tinha razão. Tem dias que a gente se sente partindo ou morrendo, ou desistimos ou damos asas à imaginação e procuramos nossa rota de fuga. Cadê a saída de "incêndio"?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ESPERANDO POR MIM

O que esperar dos outros? Você espera muito de alguém? O que as pessoas esperam de você? Essas perguntas batem a porta da nossa mente todos os dias e por vezes de nossos ouvidos. Por vezes esperamos demais de tudo, governo, paixões, amigos, colegas, Deus. É nessa hora que nos fustramos, caímos de alturas impossíveis, nos ferimos e por vezes, morremos. Apostamos nos outros o que deveríamos fazer em nós. Iluminamos caminhos e acabamos à sombra, ou pior, na escuridão. Falamos tao baixo para não magoar ninguém, para não provocar revolta, perseguição, e ira dos outros, que nossa voz é sufocada por qualquer grito. Trocamos amar, sorrir, cantar, pela necessidade de sobreviver. A chuva e o pôr do sol ficaram amarelados em poemas da infância, esquecidos e trocados pelos boletins metereológicos que nos avisam da planta ou da colheita. Acumular riquezas passou a valer mais que acumular amigos, até porque está cada vez mais difícil separar o trigo do joio. E assim vamos vivendo. Escolhemos a melhor profissão e nos esforçamos para fazer o melhor. Estudamos, investimos em cursos, pensando nos outros. Sempre os outros. Aqueles que esperam muito de nós mas que nos viram a cara no primeiro contratempo. Agenda lotada, doença, problema familiar, nada tem valor se a necessidade do outro não for satisfeita. Ser atendido com  o mesmo carinho e respeito em horários diferenciados, mas pagando pelo serviço, jamais. Aí, você  não é mais o mesmo, De bom profissional, você incorpora o mercenário, o mau, o vilão da história. Seus sonhos, sensibilidade, conhecimentos perdem o valor, perdem o encanto e você se torna apenas mais um. Por isso não esperem muita coisa de mim, assim como não espero nada dos outros. Estou ficando velho e cansado. Continuarei com meu trabalho, farei mais cursos e seguirei tentando fazer amigos sem pensar na tristeza que é perdê-los. Amarei e me apaixonarei mais mil vezes,cantarei minhas musicas enquanto me for possível e não vou esperar mais nada de ninguém. Assim, acho que viverei melhor, além das aparências, acreditando e esperando mais de mim, e menos dos outros.
 E viva la vida!

ENCRUZILHADAS

Caminhamos por estradas diferentes
As encruzilhadas parecem sumir
As pessoas passam solitárias
acompanhadas apenas por seus sonhos
As noites e os dias parecem iguais
A paisagem é sempre a mesma
As avencas e samambaias empalidecem
apenas a orquídea reina intacta
tentando nos dizer alguma coisa
Se tem luz no fim, não vejo o túnel
Perco meu dia em pensamentos inúteis
planejando epopéias de quixote
Os frutos e doces não tem o sabor esperado
Se teus lábios são um oásis,
teu beijo é apenas uma miragem
Será que esse caminho tem um fim?
Solto as palavras ao vento esperando que ele mude
Que elas cheguem aos teus ouvidos,
Sinceras, limpas, claras, como flechas no alvo
Que provoquem a reação esperada,
O encanto inesperado, a explosão desejada
Você tem medo do anoitecer
e do brilho das estrelas
Você tem medo de acordar nos meus braços
Então continuamos solitários entre pessoas,
Por caminhos diferentes,
Fugindo das encruzilhadas.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A POLÍTICA E A CURA DOS MALES DO ESTÔMAGO

O paciente entra no consultório com queixas de dor abdominal, náuseas, vômitos e dor epigástrica em queimação. O médico houve com atenção e faz um minucioso exame físico. No final da consulta,  dá as hipóteses diagnósticas mais comuns e solicita uma endoscopia digestiva para comprovação das mesmas. Com o exame complementar chegaremos ao diagnóstico final. Essa primeira parte ilustra bem o que acontece com pessoas normais, que por uma razão ou outra começam com queixas de epigastralgia(dor no estômago). Começo meu post assim para tentar abrir os olhos dos cientistas brasileiros. Faz-se urgentemente fazer uma estatística que com certeza no futuro trará bons frutos para o tratamento de doenças, dita, pépticas. Urge estudar o estômago dos políticos. Esses cidadãos engolem cada coisa, se digerem não sei, que deveria ser objeto de um estudo minucioso.
Uma hora eles são inimigos mortais. Em outra, amigos inseparáveis. As refeições mudam de acordo com a necessidade. E em épocas de eleição, comem desde churrascos com carne de caça proibidas pelo Ibama até buchada de bode. Feijoadas com torresminho, mocotós e receitas diversas que meu estômago viraria só de imaginar. Acho que sou sensível e me dá náusea só de ver os encontros e abraços festivos pela televisão. Me dá asco ouvir discursos inflamados elogiando o outro sabendo que o mesmo é um ladrão, vigarista, corrupto e deveria estar em uma daquelas prisões do estado do Maranhão. Revolta as tripas, me perdoem o linguajar, vendo inimigos políticos fazendo alianças de um pleito só. Nesse você é a melhor pessoa do mundo. Quatro anos depois você não presta mais. Ou então, a dor epigástrica mais terrível de todas, quando você é honesto e continua sendo honesto, mas para o político acha que você mudou de lado porque você tomou um café com outra pessoa que um dia foi visto na oposição e começa a ser discriminado, questionado e até caçado. Dona Dilma e seu Lula são bons exemplos, já criticaram Sarney, Collor e uma infinidade de políticos e hoje andam de mãos dadas e sorrisos perfeitos, na medida do possível.
Quanto tempo perdido caros cientistas e indústria farmacêutica. Omeprazol, lanzoprazol e tantas outras drogas às vezes não resolvem e é caro o tratamento. Então, aqui vai a dica: estudem o estômago desses cidadãos. Neles está a chave de tudo. Está o tratamento para todos os males do tubo digestivo.
Peço licença para ficar por aqui. Esse assunto está me dando náuseas!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

A PAIXÃO QUE NOS FALTA

Escrever é uma arte e uma paixão. Essa arte não é para qualquer um, precisa de um toque de magia e de profissionalismo. Não sou mágico e não sou jornalista. Leio muito e gosto de colocar para fora meus anseios, dificuldades, o que eu vejo de errado e o que posso tentar mudar com um pequeno texto. Quanto à paixão, pergunto-me: Como escrever apaixonado se a outra não corresponde. Para que escrever para leitores que não querem ler? Que preferem fotos bizarras, correntes de oração que escravizam quem as tenta realizar, fofocas, intrigas, e um mínimo de linhas necessárias para entender o que está acontecendo, mesmo que em duas linhas tenha pelo menos 10 erros de português.
O mundo parece andar na rotação errada. Os valores invertidos. Pune-se o trabalhador, exalta-se o corrupto, o desonesto, o traficante. Nos tornamos escravos de nós mesmos. Nossa liberdade, que tanto fizemos para adquirir é vigiada por olhos fortuitos, câmeras de vídeo, línguas serpentiginosas. A proteção do estado não existe mais, sobrando a proteção divina, se Deus ainda não se cansou disso tudo.
Os amores se tornaram imperfeitos e duvidosos. As paixões, desconfiadas e envelhecidas. Ninguém mais crê que exista alguma coisa mais verdadeira, singela, poética, sem segundas intenções. É nessa maré que seguem as letras. Vampiros, duendes, fadas, heróis vorazes por jogos, mitológicos. O homem precisa ser humanizado novamente. Precisa-se de uma revolta nos lares, nas escolas. Que volte a religião, a Moral e Cívica, o teatro, as aulas de OSPB (organização social e política brasileira, que politizavam as crianças, que ensinavam o respeito à pátria e aos mais velhos. Precisamos de mais amor, mais paixão em nosso cotidiano, pelo trabalho, pelas letras,  e, principalmente pelo ser humano.
E viva la vida!