
Quando o inter começou sua campanha na libertadores guiado por Fossatti, torcíamos com desconfiança e mais, sendo colorados da cabeça aos pés até fechávamos os olhos para as escalações e substituições sem sentido. Torcíamos apenas porque era o vermelho rubro que estava em campo e é impossível negar a um time de tantas histórias e glórias um minuto, um momento de rancor ou descrédito. Podemos separar a campanha em duas fases, uma antes e outra após a entrada de Celso Roth. A equipe ganhou ânimo, voltou a sempre presente raça, que andava escondida em alguma gaveta e os mesmos jogadores vestiram a mesma camiseta, mas como se fosse uma armadura de cavalheiro. Estava, enfim, pronto para recomeçar a luta pela hegemonia da América. Após o primeiro jogo contra o temido São Paulo, com uma vitória expressiva, apesar de um único gol e a maturidade alcançada no segundo jogo, apesar da derrota, sentimos que realmente o internacional estava de volta. Ontem, apesar de estar jogando em Guadalajara, no estádio de Jalisco, com grama sintética e tudo, fomos soberanos sempre. Nem a falha da zaga, nem o gol adversário no final do primeiro tempo nos desalentou um segundo. O que vimos foi um grupo maravilhoso que lembrou o antigo carrossel holandês de 78. Girando, procurando não dar espaços ao Chivas, atacando o tempo todo, como se estivesse em sua própria casa. Quarta tem mais. É no beira-rio, em Porto Alegre. Deus queira que vença o melhor e que sejamos nós. Estarei lá para conferir, cantar e vibrar. E se acontecer o que esperamos que aconteça, a América será vermelha outra vez.
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