segunda-feira, 30 de agosto de 2010

TUDO OUTRA VEZ


Hoje assisti ao horário político pela primeira vez e fiquei imaginando o que falar ao povo se eu fosse candidato. Os anos passam e as pessoas continuam sem noção do que faz um deputado seja estadual ou federal. Talvez porque os indivíduos são os mesmos que foram ou tentaram ocupar cargos políticos em outros anos. Quando conseguem se expressar e falar nossa língua mater corretamente, discorrem dos mesmos temas, ou seja, saúde, segurança e educação. Temas que desde que me entendo por gente, e olha que faz tempo, fazem parte dos discursos mais eloquentes ou inflamados que já assisti. O interessante é que se o problema a ser resolvido é o mesmo e a grande maioria desses senhores já estiveram em algum momento exercendo algum cargo político porque não os aboliram ainda?
O governo federal cada vez mais empurra para os estados suas obrigações, que por sua vez passa para os municípios que apenas repassa aos contribuintes. Faltam escolas, mas, principalmente valorizar os professores. Assim como os pediatras assistem o momento do parto que pode definir uma vida com qualidade ou um deficiente que vai depender o resto de sua vida dos outros, os professores irão provocar uma mudança tanto em termos de conhecimento como formando um cidadão de caráter. Criam UPAs(unidade de pronto atendimento) por toda a parte, mas pagam mal os médicos e enfermeiros fazendo com que os bons não procurem o interior preferindo viver enclaurados em plantões nas capitais, mas com uma qualidade de vida seja cultural ou de lazer muito superior ao que vivemos em cidades pequenas. Chegamos a um beco sem saída, povoado de fantoches e bobos da corte. Todos querem aparecer ao lado do cara. O cara está por cima e fico feliz por um operário semi-analfabeto se dar tão bem na vida. Talvez por Lula ter trabalhado pouco na vida ele prefira distribuir os peixes ao invés de ensinar a pescar. Talvez a Dilma seja um milagre ou uma aberração. Já escrevi neste blog que estamos sendo nivelados por baixo. Os jornalistas, fazem faculdade, se preparam anos, fazem pós-graduação e competem com réles donos de jornais. Os médicos que hoje competem com balconistas de farmácia, poderão no futuro voltar ao passado e discutir tratamentos com xamãs, curandeiros, mães-de-santo e homens da cobra. Sim! Estou deprimido com o que vejo e ouço. Por incrível que pareça a candidata Marina falou sobre homens e mulheres ao invés de maquinas e construções. Esqueceram que quem está por trás dos exames, das cirurgias, dos diagnósticos, da educação e do futuro, são seres humanos. Está na hora de valorizarmos a coragem de mudar, o saber interior, o crescer no sentido de desenvolver, sem falcatruas e acordos obscuros, recheando cuecas e meias. É hora de mudar, mas ir para onde? Temos uma oposição burra e frágil e uma situação forte e podre. Sinceramente, nao saberia o que dizer ao povo se é que este povo quer ouvir alguma coisa. Cada vez mais vale aquela máxima: Cada povo tem o governo que merece!

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