sábado, 21 de agosto de 2010

AMÉRICA VERMELHA OUTRA VEZ


A felicidade é feita de momentos e é resultado de um amontoado de emoções e nada paga a emoção de estar assistindo ao time do coração em uma final de campeonato, mais que uma final, pois era a libertadores da América. A paixão por um time, por uma bandeira, vai além de qualquer coisa, além das mesas de bares, das discussões intermináveis dos comentaristas da tv, dos tijolos que unidos fazem a parede de um estádio. É um amor visceral, descontrolado que só se descobre quando se entra no palco de uma final, quando se entra em um gigante às margens de um rio chamado Guaíba. Talvez o coro de 60 mil vozes, talvez as camisas vermelhas, talvez a certeza de uma celebração que faz mexer com o coração da gente. Gritos,cantos, lágrimas, palavras de ordem, tudo colocado em cima de uma bola, de um atacante recém-contratado e de um goleiro que faz nosso peito resfolegar. Suores, tremores, sinais da cruz de pessoas que talvez nunca rezaram, tudo num estado convulsivo, embriagado, fazendo uma comunhão de pessoas que nunca se encontraram com se fossem um só. Isso é paixão, é amor, loucura que não sabemos aonde vai nos levar após aqueles 90 minutos. Onde nos levará essa coisa exagerada e que está longe de ter uma explicação.
A final da libertadores não poderia ter sido diferente, com todas as suas variações e emoções. Tivemos a expectativa antes do início, o medo, e alguns minutos de dúvida naquele longo intervalo de 15 min em que o Chivas transformou em 20 quem sabe já sabendo ou imaginando o que viria depois. A volta triunfal, como os velhos farrapos, dando o sangue em campo. Colorado é o teu nome. Mostramos valor, constância, como diz o hino rio-grandense e o time mexicano caiu diante do guerreiro internacional. Aí sim, extravasamos todos os nossos sentimentos, sorrisos, lágrimas de felicidade e os céus do estádio que vai sediar a copa pintou o céu de Porto Alegre com fogos das mais diferentes cores. Valeu a pena ter ido e visto a magnitude de um time que amadureceu e se solidificou. Que fez juz ao nome Internacional conquistando mais um título para o Rio Grande e para o Brasil. " Sirvam nossas façanhas de modelo a toda a terra!" E que venha o mundial!

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