sábado, 24 de julho de 2010

FAVORITOS

Sou um crítico inveterado, e para muitos amigos e conhecidos, um chato! Mas para quem viveu o início da adolescência, no final dos anos 70, sempre tenho a impressão que eram anos mais felizes. Então, a música, a literatura, as artes no geral e a gramática escrita e falada parecia ser muito melhor comparada com os dias de hoje. A língua é todo o dia assassinada e acho que a tecnologia deu a sua ajuda quando inventou os chats e msn. Começamos a economizar e simplificar as palavras e daí foi um passo para escrevê-las cheias de defeitos nas escolas e no dia-dia. Escrevíamos melhor, falávamos de maneira que todos entendiam e quando tinhamos alguma dificuldade visitavamos o Aurélio e sanavamos nossas dúvidas. Quando fiz um programa em uma FM local, tentei colocar músicas com algum teor, mensagem e alguma melodia. Na verdade tentei apresentar para os ouvintes os mestres da MPB, do pop-rock nacional e internacional, mas em uma cidade como a nossa, essencialmente agrícola e com cérebros de vaqueiros sempre predomina músicas onde o homem e o boi são chifrudos e gostam de sê-lo. Ouviamos as melhores músicas em rádios de pilha, fitas e bolachoes riscados. Hoje temos que suportar carros de 10 mil , com som de 15 e músicas que repete dezenas de vezes o mesmo refrão. E o que falarmos do sertanejo universitário que na verdade é feito por analfabetos em sua maioria e que nunca sonharam com uma universidade. Eu sei o que vão falar. Mas, sou assim, radical, chato e tentando me acomodar aos novos tempos. Plagiando Chico: Hoje você é quem manda, falou, tá falado , não tem discussão. Mas continuo com meus favoritos e graças ao bom Deus, meu filho tenta seguir meus passos. Um leitor de mão cheia, ouvindo música que nao machucam nossos ouvidos.

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