Em um país sem memória como o nosso, alguns bandidos são esquecidos atrás das grades, muitas vezes por crimes menores, perto de criminosos de colarinho branco que apesar de cassados ressuscitam das cinzas e voltam ao crime, ou melhor a cargos públicos e com a assinatura do povo. Fernando Collor de Mello escreveu uma página negra à frente do governo brasileiro. Foi eleito com golpes baixos em cima de Lula e de Brizolla. Lembram? Também se não lembrarem não tem culpa. Lula também ficou desmemoriado, talvez pelas festas ou excessos e perdoou Collor. Mais que isso, citou em um discurso feito em Brasília logo após as eleições de 2006: " Com a experiência de presidente da República, Collor vai certamente fazer um trabalho excepcional no senado." Mais tarde, em 2009, um abraço no antigo desafeto, mostrou o quanto é semelhante ao mesmo e falou:" Quero fazer justiça ao senador collor e ao senador Renan( calheiros), que têm dado sustentação ao governo em seu trabalho no senado." Com isso chegamos a conclusão que apenas mudam os porcos, mas a lavagem é a mesma. Decepção! Mais uma, depois de tantos escândalos.
E agora o digníssimo senador é candidato ao governo de Alagoas, novamente. Qual a explicação para algúem que foi retirado da presidência desse país, por má administração, reaver seus direitos, enquanto deveria estar preso. Apenas tirou férias e voltou com o aval e o carinho do governo atual. E o nosso super ex-presidente já está mostrando suas garras. Frente a uma denúncia feita pela revista Isto É , na quinta-feira passada, ligou para o repórter Hugo Marques da sucursal de Brasília fazendo ameaças:" Quando eu lhe encontrar, vai ser para enfiar a mão na sua cara", gritando palavrões a seguir. E, pasmem, ele está em campanha. Continua civilizado como nos tempos das entrevistas na casa da dinda. A república das Alagoas está de volta e com o apoio do partido dos trabalhadores, ou seja, de Lula, cada vez mais colorido.
sábado, 31 de julho de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
27 DE JULHO: DIA DO PEDIATRA

Sabe aquelas coisas que falamos na infância e ninguém leva muito a sério. Pois é dessas coisas que estou falando. Na primeira aula de Moral e Cívica(eu fiz isso) na quinta série, eu com 9 anos, respondi a pergunta que o professor Guido de Moraes fez para todos. O que você quer ser na vida? Respondi: médico. Não sei quando decidi pela Pediatria, mas meu pediatra com certeza me deu o primeiro impulso. O nome dele: Mário Mansur; pessoa fantástica, carinhosa e muito estudiosa. Na faculdade, tive bons mestres que só me fizeram ratificar minha escolha. Ruy Wolff, Luis Ecker, Gaspar e o velho Rudah Jorge, figura incansável pelo bom desempenho do hospital onde fiz minha residência. Hoje estou em uma cidade com aproximadamente 50 mil habitantes e divido meu trabalho com uma colega. Vivo bem, mas os tempos mudaram. As faculdades procriaram médicos de todos os tipos, fora os que importamos da Bolívia e de outros países vizinhos e a profissão, antes um sacerdócio, ficou banalizada. A política de saúde do governo é cruel e desumana, e cada vez mais joga para os estados e municípios a obrigação que era sua. Os planos de saúde mataram os pacientes particulares e restaram apenas os empregos em plantoes com salários vis e nas prefeituras. Com a pediatria acontece algo semelhante. Hoje precisamos correr ensandecidos em nosso dia-dia. Consultório, hospital, postos de saúde, salas-de-parto que nao tem fim, mas tudo por causa da desvalorização profissional. Nos colocaram no mesmo saco que todos os outros. As residências em pediatria sobram vagas. Nas cidades do interior faltam pediatras. Nossa sociedade nos enaltece como heróis que somos, e luta por uma remuneração digna. Promove campanhas, congressos, cursos, tudo em prol de um atendimento de qualidade, mas bate de frente com um governo repleto de vícios e sem interesse nenhum em melhorar a saúde. A SBP tenta há anos colocar os pediatras em PSFs, defendendo os interesses das crianças e dos adolescentes, sem sucesso. Agora, a sociedade, coloca mais uma campanha nacional em defesa da classe. "Quem vai ao pediatra volta tranquilo" Está nas ruas, nos out-doors. Esperamos que também entre na cabeça dos responsáveis pelas políticas de saúde.
Acho que ainda somos dignos. Colocamos nossa cara a tapa todo o dia, quando temos que estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ainda não largamos o sus no hospital porque nao tem ninguém para atender essas crianças e elas não merecem e nao imaginam o descaso com que suas vidas são tratadas pelos responsáveis pela saúde. Neste dia 27, o dia em que foi fundada a Sociedade Brasileira de Pediatria, comemoramos o dia do pediatra. Talvez nenhum paciente lembre desta data. Talvez os pediatras esqueçam porque estarão de plantão ou porque cansaram e foram vencidos pelo descaso. Acho que nem tudo está perdido. Enquanto houver uma criança nascendo teremos esperança de que algum dia as coisas mudem e esta data seja sempre lembrada por todos que acreditam no futuro.
domingo, 25 de julho de 2010
ACORDA MULHER (Poeminha XI)
Acorda mulher!
Está faltando você em minha vida
e você nao percebe isso
Está perdida, absorta na sua
sem tempo para sonhar.
Maldita depressão! Mantém seus olhos longe dos meus
Volta logo para mim!
Não suporto mais viver assim
Eu ligo e você desligada
Volta! Vamos ser felizes!
O vento vem. Varre os gritos,
as brigas, os sonhos desfeitos
mas ele é sábio também,
traz a promessa de sol na manhã.
Está faltando você em minha vida
e você nao percebe isso
Está perdida, absorta na sua
sem tempo para sonhar.
Maldita depressão! Mantém seus olhos longe dos meus
Volta logo para mim!
Não suporto mais viver assim
Eu ligo e você desligada
Volta! Vamos ser felizes!
O vento vem. Varre os gritos,
as brigas, os sonhos desfeitos
mas ele é sábio também,
traz a promessa de sol na manhã.
TUDO PASSA(Poeminha X)
* Esta é de 1981
Um dia, em uma longa estrada
um olhar que fez tremer
surgiu no ar em forma de música
e tocou no coração
transformou-se em acorde e chegou a ser canção
Longe dali, naquele instante, num vale triste e sombrio
uma voz, chamava incessante e ele partiu
Se foi com o vento e levou o sentimento
que antes era canção
Restou do acorde só o lamento
e da música, só a ilusão.
Nesta vida tudo muda,
nada é certo, tudo passa
hoje você desanima,
amanhã você é raça
e nesta luta é verdade
só o amor é que interessa.
seja de que modo for , tudo passa
mas o amor ha de ficar.
Um dia, em uma longa estrada
um olhar que fez tremer
surgiu no ar em forma de música
e tocou no coração
transformou-se em acorde e chegou a ser canção
Longe dali, naquele instante, num vale triste e sombrio
uma voz, chamava incessante e ele partiu
Se foi com o vento e levou o sentimento
que antes era canção
Restou do acorde só o lamento
e da música, só a ilusão.
Nesta vida tudo muda,
nada é certo, tudo passa
hoje você desanima,
amanhã você é raça
e nesta luta é verdade
só o amor é que interessa.
seja de que modo for , tudo passa
mas o amor ha de ficar.
ENCONTROS E DESENCONTROS ( Poeminha IX)
Tenho escrito pouco
Escrever é bom, me acalma
e traz paz para minha alma
Abro uma cerveja e sorvo cada gole com prazer
o mesmo prazer que ainda sinto com teus beijos e carinhos.
Você fica tão feia brava!
Teus olhos castanhos sorriam e me deixam feliz.
Apesar dos dias ruins, dos teus, que são meus também
dias de guerra.
Você está perto e longe
É simples e complicado
Estamos juntos e muitas vezes, separados
Quase marcamos hora para o encontro
Uma rua, uma hora, um passo de cada vez
Adianto, atraso e nada
O relógio é cruel, e nao gosta da coincidência dos encontros
Você mulher, também sabe ser cruel.
Os dias passam lentos quando você não está neles.
E voam quando na noite
meu olhar cruza com o teu.
O beijo é roubado, partido...
Você foge, mas também é promessa de um dia perfeito.
Escrever é bom, me acalma
e traz paz para minha alma
Abro uma cerveja e sorvo cada gole com prazer
o mesmo prazer que ainda sinto com teus beijos e carinhos.
Você fica tão feia brava!
Teus olhos castanhos sorriam e me deixam feliz.
Apesar dos dias ruins, dos teus, que são meus também
dias de guerra.
Você está perto e longe
É simples e complicado
Estamos juntos e muitas vezes, separados
Quase marcamos hora para o encontro
Uma rua, uma hora, um passo de cada vez
Adianto, atraso e nada
O relógio é cruel, e nao gosta da coincidência dos encontros
Você mulher, também sabe ser cruel.
Os dias passam lentos quando você não está neles.
E voam quando na noite
meu olhar cruza com o teu.
O beijo é roubado, partido...
Você foge, mas também é promessa de um dia perfeito.
SINTO FALTA( Poeminha VIII)
Tarde da noite, sozinho no quarto...
o filho dorme e sorri dormindo
Quais serão seus sonhos? Os mesmos nossos?
Não sabe ele que Deus intefere nos sonhos, na vida
Tenho sonhado com meu pai
ele parece preoucupado com algo, mas sorri
seu sorriso é bonito
me enche de esperança.
Será que ele nos protege?
Tuas viagens curtas e perigosas
nosso filho perdido na vida
dserá que você é feliz comigo?
Sinto tua falta, sinto falta de nós!
nossos planos, mesmos planos, mesma vida.
Não quero pensar que o prá sempre, sempre acaba
Fico eu, o note, a sós.
Descobri algo sobre nós.
Nossa solidão é a do mundo.
Falo com pessoas que mal vejo
que nao vejo, que não conheço e todas abrem o coração
Estão sozinhas, como nós
Eu quero você perto de mim, grudada em mim
como no passado, no meu braço.
Sorrindo, sonhando!
Aqui na cama é teu lugar...
aqui! na minha vida!
o filho dorme e sorri dormindo
Quais serão seus sonhos? Os mesmos nossos?
Não sabe ele que Deus intefere nos sonhos, na vida
Tenho sonhado com meu pai
ele parece preoucupado com algo, mas sorri
seu sorriso é bonito
me enche de esperança.
Será que ele nos protege?
Tuas viagens curtas e perigosas
nosso filho perdido na vida
dserá que você é feliz comigo?
Sinto tua falta, sinto falta de nós!
nossos planos, mesmos planos, mesma vida.
Não quero pensar que o prá sempre, sempre acaba
Fico eu, o note, a sós.
Descobri algo sobre nós.
Nossa solidão é a do mundo.
Falo com pessoas que mal vejo
que nao vejo, que não conheço e todas abrem o coração
Estão sozinhas, como nós
Eu quero você perto de mim, grudada em mim
como no passado, no meu braço.
Sorrindo, sonhando!
Aqui na cama é teu lugar...
aqui! na minha vida!
NOSSA VIDA( Poeminha VII)
Você foge e me deixa sem ter para onde ir
sem ter com quem falar sobre você.
Esta depressão que nao passa
fico pensando se nao é melhor fechar os olhos e sonhar
Sonhar com anos passados
Eu, você, a felicidade....
Nosso filho, maravilhoso, nosso sonho.
O sol nasce todo o dia, mas nem sempre para mim.
Talvez a sua ausência se possa explicar.
Ele está tentando iluminar você !
sem ter com quem falar sobre você.
Esta depressão que nao passa
fico pensando se nao é melhor fechar os olhos e sonhar
Sonhar com anos passados
Eu, você, a felicidade....
Nosso filho, maravilhoso, nosso sonho.
O sol nasce todo o dia, mas nem sempre para mim.
Talvez a sua ausência se possa explicar.
Ele está tentando iluminar você !
COTIDIANO( Poeminha VI)
Quando beijo tua boca não sinto mais o gosto de sempre
o gosto do amor
e você as vezes tão distante
por vezes feliz, por vezes depressiva.
Queria ouvir a voz do seu pensamento
mas você se encolhe e troca amor por trabalho,
carinhos por cansaço.
Talvez o tempo tenha te congelado
mas porque as vezes me queima com seu calor?
Trabalho, família, tudo cansa...
mas quero uma última dança
e que esta seja para sempre amada mia.
sábado, 24 de julho de 2010
FAVORITOS
Sou um crítico inveterado, e para muitos amigos e conhecidos, um chato! Mas para quem viveu o início da adolescência, no final dos anos 70, sempre tenho a impressão que eram anos mais felizes. Então, a música, a literatura, as artes no geral e a gramática escrita e falada parecia ser muito melhor comparada com os dias de hoje. A língua é todo o dia assassinada e acho que a tecnologia deu a sua ajuda quando inventou os chats e msn. Começamos a economizar e simplificar as palavras e daí foi um passo para escrevê-las cheias de defeitos nas escolas e no dia-dia. Escrevíamos melhor, falávamos de maneira que todos entendiam e quando tinhamos alguma dificuldade visitavamos o Aurélio e sanavamos nossas dúvidas. Quando fiz um programa em uma FM local, tentei colocar músicas com algum teor, mensagem e alguma melodia. Na verdade tentei apresentar para os ouvintes os mestres da MPB, do pop-rock nacional e internacional, mas em uma cidade como a nossa, essencialmente agrícola e com cérebros de vaqueiros sempre predomina músicas onde o homem e o boi são chifrudos e gostam de sê-lo. Ouviamos as melhores músicas em rádios de pilha, fitas e bolachoes riscados. Hoje temos que suportar carros de 10 mil , com som de 15 e músicas que repete dezenas de vezes o mesmo refrão. E o que falarmos do sertanejo universitário que na verdade é feito por analfabetos em sua maioria e que nunca sonharam com uma universidade. Eu sei o que vão falar. Mas, sou assim, radical, chato e tentando me acomodar aos novos tempos. Plagiando Chico: Hoje você é quem manda, falou, tá falado , não tem discussão. Mas continuo com meus favoritos e graças ao bom Deus, meu filho tenta seguir meus passos. Um leitor de mão cheia, ouvindo música que nao machucam nossos ouvidos.
UM NOVO COMEÇO( Poeminha V)
Sempre imaginei que o mundo pudesse eu mudar
que menor pela rua tivesse o seu lar
Mas como mudar se o mundo é feito de gente
pessoas nuas, cruas, que nem folhas secas
tão sempre cruéis e decentes.
Apertos de mão e abraços tão falsos, decentes
E o mundo gritando, chorando, implorando,
sozinho e carente.
Queria que essas pessoas fossem iguais
na força, amigos fiéis, que nem os meus pés
Mas egoísmo e a inveja já vem de berço
Então só me resta dormir e sonhar um novo começo.
que menor pela rua tivesse o seu lar
Mas como mudar se o mundo é feito de gente
pessoas nuas, cruas, que nem folhas secas
tão sempre cruéis e decentes.
Apertos de mão e abraços tão falsos, decentes
E o mundo gritando, chorando, implorando,
sozinho e carente.
Queria que essas pessoas fossem iguais
na força, amigos fiéis, que nem os meus pés
Mas egoísmo e a inveja já vem de berço
Então só me resta dormir e sonhar um novo começo.
ESTRELA ( Poeminha IV)
Eu tenho uma estrela que anda comigo
ela me orinta, ilumina e dá abrigo
Abrigo da noite escura e da maldade alheia,
das noites distantes
onde meu amor passeia;
Ela guia meus passos
e me abraça substituindo seus braços
E me afaga quando em casa, cansado,
eu só penso em te ver.
Estrela de mil pontas, mil mãos, mil luzes
chega a deixar a lua tonta
só pelo prazer de ser
me empresta um raio de luz
pra que eu possa trazer meu amor de volta.
ela me orinta, ilumina e dá abrigo
Abrigo da noite escura e da maldade alheia,
das noites distantes
onde meu amor passeia;
Ela guia meus passos
e me abraça substituindo seus braços
E me afaga quando em casa, cansado,
eu só penso em te ver.
Estrela de mil pontas, mil mãos, mil luzes
chega a deixar a lua tonta
só pelo prazer de ser
me empresta um raio de luz
pra que eu possa trazer meu amor de volta.
UM DIA PERFEITO( Poeminha III)
Todos os momentos passados jogados no chão
todas as lembranças vividas guardadas em algum porão
tudo o que eu queria prá nós era um dia perfeito. Perfeito!
Todas as canções que eu fiz, jogadas ao vento
palavras que eu tento ensaiar
perdidas no tempo
Os beijos que eu nunca te dei me deixam saudade
Os bares que não frequentei nesta cidade
E quando você foi embora, já estava sozinho
tirando você e suas pedras do meu caminho
todas as lembranças vividas guardadas em algum porão
tudo o que eu queria prá nós era um dia perfeito. Perfeito!
Todas as canções que eu fiz, jogadas ao vento
palavras que eu tento ensaiar
perdidas no tempo
Os beijos que eu nunca te dei me deixam saudade
Os bares que não frequentei nesta cidade
E quando você foi embora, já estava sozinho
tirando você e suas pedras do meu caminho
PERDAS E GANHOS( Poeminha II)
Voltamos a viver o nosso dia-dia
cansado de sofrer com tanta hipocrisia
a amizade fácil, a falsa indiferença
o alicerce frágil, a falta de consciência
O peso do dinheiro, lavando toda a alma
conflito de interesses tirando a minha calma
Voltamos a a sentir o medo do passado
o certo pelo avesso, amar é tão errado
carinhos escondidos, os beijos censurados
a amizade antiga trocada por centavos
voltamos de repente pro nosso proprio umbigo
perdemos a confiança até no velho amigo
mudanças indecentes, as vidas tão vazias
explicações perdidas em alguma laje fria.
cansado de sofrer com tanta hipocrisia
a amizade fácil, a falsa indiferença
o alicerce frágil, a falta de consciência
O peso do dinheiro, lavando toda a alma
conflito de interesses tirando a minha calma
Voltamos a a sentir o medo do passado
o certo pelo avesso, amar é tão errado
carinhos escondidos, os beijos censurados
a amizade antiga trocada por centavos
voltamos de repente pro nosso proprio umbigo
perdemos a confiança até no velho amigo
mudanças indecentes, as vidas tão vazias
explicações perdidas em alguma laje fria.
SAÍDAS (poeminha I)
Às vezes preciso sair de mim e ver com outros olhos
Só assim eu posso sentir o que eles pensam
sou apenas um cara quase normal
querendo vencer a batalha final, sem magoar, ferir ou ter que matar pra ser feliz
Nessas saídas eu vejo a dor nos olhos daqueles que sem amor
na inveja e na maldade buscam viver melhor.
Mas se viver é parasitar
prefiro a morte a ter que pisar nesses insetos
que buscam a luz e que de tão cegos me deixam em paz.
Só assim eu posso sentir o que eles pensam
sou apenas um cara quase normal
querendo vencer a batalha final, sem magoar, ferir ou ter que matar pra ser feliz
Nessas saídas eu vejo a dor nos olhos daqueles que sem amor
na inveja e na maldade buscam viver melhor.
Mas se viver é parasitar
prefiro a morte a ter que pisar nesses insetos
que buscam a luz e que de tão cegos me deixam em paz.
terça-feira, 20 de julho de 2010
SEMPRE O MESMO SONHO
Há alguns anos eu me perguntava escrevendo um editorial para um jornal do diretório acadêmico da Medicina: somos o presente ou continuaremos a ser o futuro do Brasil?" O que aconteceu com as pessoas e as instituições que nos apontavam como a solução para os problemas que elas inventaram?" O tempo passou, crescemos , viramos profissionais e percebemos que as melhoras nunca vieram. Na faculdade simpatizamos de cara com o PT e sua estrela solitária. Nós estudantes trazíamos dentro do peito uma ânsia que transbordava, que nos fazia sonhar com uma sociedade mais justa, e ver longe do dicionário nosso de cada dia palavras como fome, tortura, corrupção. E o PT fechava com este anseio de mudar. De fazer um Brasil melhor. Plantamos as sementes, mas esquecemos que a terra estava árida demais, e nossa estrela ao invés de iluminar nossos caminhos e mandar a chuva que precisávamos apenas produziu lama e se afogou em um mar de escândalos, mensalões e narcisos. O líder esqueceu do seu passado; da miséria e da ignorância a que foi submetido na infância e voou alto para o mundo esquecendo do país que o elegeu. Virou líder, capa de revista, respeitado pelos estrangeiros e motivo de piadas para os habitantes da terra brasílis. A saúde e a educação continuaram sendo motivo de promessas eleitoreiras e somente isso. O caos, o descaso perduraram. Professores e médicos continuaram desvalorizados e ficamos novamente brincando de ser feliz. Ao invés de dar melhores condições aos responsáveis pela educação, às escolas públicas, criaram artifícios para que estudantes com notas mais baixas entrassem nas universidades. Ao invés de valorizarmos a saúde, com remunerações dignas, planos de carreira, cursos de atualização, tapamos o sol com a peneira criando psfs sem profissionais capacitados. Pregamos a prevenção para um povo que nao tem educação para se prevenir. Apenas buscam soluções rapidas para suas doenças, e com medicamentos de graça subsidiados pelo governo. Os revoltados contra o sistema, os abandonados e os famintos continuam, mas agora não precisam mais trabalhar, ganham esmolas governamentais, bolsa-escola, família, etc. Fazer filhos,virou hobby. Criá-los, nem tanto. Hospitais e postos de saúde mostram o quanto a miséria aumentou. O quanto estamos abandonados. Nosso sonho de sermos todos iguais está cada vez mais perto. Iguais na pobreza, nivelados por baixo. Um governo analfabeto para os analfabetos. Nossa estrela apodreceu, nossos sonhos entorpeceram. O Brasil é o país do futuro, cantava Renato Russo, mas o futuro nunca chega.
domingo, 18 de julho de 2010
FRIO EM JULHO NO MT
Quem diria que teríamos frio em Mato Grosso? Grande parte das pessoas estão sentindo essa sensação a primeira vez, assim como grande parte da população não tem o que vestir e como se proteger dessas baixas temperaturas. Para nós que viemos do frio, Bagé, Passo Fundo, foi um final de semana para tomar uma sopa de nholine e saborear um vinho. Hoje matei a saudade do sul tentando tocar no violão músicas nativas. Que saudade tche! César Passarinho, Wilson Paim e outros que o tempo não derruba. Cantei muito na época de faculdade na companhia de colegas e amigos que com certeza hoje passaram encolhidos à beira de uma lareira ou de um fogão de lenha e quem sabe ouvindo as mesmas canções. Até ouvi alguns bolachões, herança de um passado nao muito distante, com chiadinho, pulos e tudo mais. Ouvi Jerônimo Jardim, lembram dele? Um talento muitas vezes incompreendido. Massacrado algumas vezes em festivais, como aquele em que venceu com Purpurina, cantada por Lucinha Lins. Para quem não sabe é de Bagé. Pois tenho um LP desse guri. Me emocionei hoje ouvindo a faixa Avenida Sete. Por onde andará esse gaudério? O frio faz isso. Você fica meio encolhido e começa a recordar o passado; família, amigos e pessoas que passaram na nossa vida, deixaram assinaturas e sumiram sem deixar endereços, telefones ou um sinal no céu. Até a chuva e os treze graus no beira-rio me deixaram melancólico. Isso que eu vi pela tv. O inter venceu, mas não convenceu mais uma vez. Tudo bem. O inverno é assim. O frio é assim. Aproxima as pessoas, mesmo que elas estejam a milhas de distância. Pelo menos temos a internet e suas conexões maravilhosas. Assim conseguimos ficar mais aquecidos, como se estivéssemos no mesmo lugar, quem sabe conversando com os amigos à beira daquela lareira ou daquele fogão à lenha da casa de todas as avós do sul desse país.
sábado, 17 de julho de 2010
O ÍNICIO DE TUDO

Começar um blog, este é o início de tudo. Não sou jornalista, nem professor de gramática e estou me aventurando por mares nunca dantes navegados. Já escrevi poesia, contículos que depois de lê-los rasguei. Sou médico-pediatra, já dei aula de biologia, escrevi alguns artigos, fiz um programa de pop-rock em uma radio local e fui vocalista de uma banda de pop-rock. Acreditem! Fui largando tudo aos poucos. Por vários motivos e o mais poderoso deles, minha profissão, não fui em frente. Mas, como todo o brasileiro que teve a sorte de fazer uma faculdade e mais do que isso, uma família pra incentivar, ainda tenho muitos sonhos a realizar.
Sonho com um hospital decente, especializado em pediatria, ou materno-infantil, que não tenha interferência de pessoas ignorantes no assunto. Sonho com música com palavras que busquem saídas, fundamentadas por pessoas com envolvimento com a sociedade. Com livros sóbrios que falem de vida, sem explorarem Deus ou a falta de conhecimento dos outros. Acho que pra começar está bom. Por hoje fico por aqui. Até mais.
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