quinta-feira, 15 de abril de 2021
PERDIDO EM MEUS PENSAMENTOS
sexta-feira, 9 de abril de 2021
QUEM DIRIA!
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A linha que tracei para minha vida deu um nó
Estava acompanhado e ao mesmo tempo estava só
Perdido em meus caminhos vi tanta gente passar
Pisei em tantos espinhos para tua flor eu ver brotar
E eu, quem diria, cheguei a um lugar
Abri minha mente para enfim te encontrar.
A estrada que segui não percebi alguns sinais
que me mostrassem algo que não fosse apenas caos
A luz que me guiava era mais fraca do que eu
A voz que me falava , minha torre de babel.
E eu, quem diria, achei meu lugar
Tua luz me ilumina
Teu abraço, meu porto final.
quinta-feira, 8 de abril de 2021
POEMINHA DA VOLTA!
ao meu lado, meu amor servia a cuia
Lembrei-me a minha infância,
de outra páscoa
e do medo de enfrentar a aleluia
Das correrias, minhas tardes campesinas
de jogar bola com amigos de toda a vida
da pandorga, que o céu todo coloria
e da prosa das tardes tão compridas
Das festinhas da garagem lá de casa,
a liturgia preparada com carinho
a timidez da primeira namorada
e as charlas mudas no cochicho das vizinhas.
Hoje distante da família e dos amigos
parece que o pago é em outro planeta
Os descaminhos e os vales percorridos
nos fazem tristes e felizes por sonhar
um dia voltar montado na cauda de um cometa.
Embora o tempo continue em seu galope
e já não tenha mais idade para montar
hoje, mateio com a prenda mais bonita
que no meu rancho escolheu para morar.
Passam-se os anos e a vontade é retornar
para a fronteira que divide o coração
Lá tem família, mãe, irmãos, é meu lugar
levar comigo meu amor e o chimarrão.
domingo, 4 de abril de 2021
SIGA LÁ UMA CANÇÃO
Siga lá uma canção
que fale da vida e da alegria
da vontade de vivê-la
Siga lá a esperança
de ver terminar essa epidemia,
pandemia, da vacina
dos amigos dessa vida
Olho outros olhos vejo medo
surtam sem saber o que perseguem
tento fazer versos mais bonitos
mas os dias mais bonitos foram embora
Siga lá meu coração
que ainda bate na certeza
de outros dias, outro sóis, outras luas
e encontros, de abraços das pessoas
Olho outros olhos vejo a guerra
guerra invisível que nos leva
A ignorância veste a mente
dos que não plantam sementes
mas querem colher os frutos.



