Corre menino, corre moleque, procura te encontrar
O tempo é curto, o tempo é nada, mas costuma nos faltar
Corre menino, corre pivete, futuro do Brasil
Bate carteira, rouba sacolas das damas tão gentis
Corre menino que o tempo é curto, procura a salvação
Batem à porta, não tem esmola, nem solução
Corre menino que houve encrenca e vem o guarda aí
foge pro morro, asas nas pernas, olha a grana e sorri
O tempo passa , o tempo voa e cresce o guri
Ninguém percebe, mas têm medo, tira esse Zé daqui
O tempo segue, pede emprego, mas não tem vaga não
Procura ajuda, não tem ajuda, só repressão
O tempo voa e tem destino, sexo sem lição
e tem Maria na sua vida, o filho chama, João
O tempo corre e sem trabalho, a fome corre atrás
Volta no tempo, rouba carteira, não reza mas pede paz
O tempo corre, era menino, futuro do Brasil
Hoje é manchete, era pivete, hoje é o marginal
Agora é tarde e não tem volta, só tem Maria e João
Mas tem revolta, ódio no coração
É o fim do tempo, fim do caminho, estrada sem direção
E na esquina, lágrima nos olhos
de um menino chamado João
Corre menino, corre moleque, procura a salvação
Bate carteira, asas nas pernas, e se chama João

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