sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

A EPIDEMIA QUE JÁ ESTÁ ENTRE NÓS!
















Nesses novos velhos tempos bicudos continuamos nos deparando com a ineficiência e com a lerdeza revestidas, talvez, de politicagem na hora de tomar as condutas mais coerentes e plausíveis. Esperamos detonar uma guerra para equiparmos nossos soldados. E quando, por fim, os armamos, não temos competência para ensinar como utilizar o armamento.
Passamos 14 anos, criando uma legião de miseráveis, dando o peixe e não ensinando a pescar. Muito mais fácil para manter o povo em currais eleitorais como era a velha política do coronelismo. Enquanto o país precisava de qualificação, o governo insistia em dar o bolsa-família para quem não produz absolutamente nada. Criaram centenas de municípios sem as mínimas condições de sobrevivência política e agora querem devolvê-los às cidades-mães, que hoje não conseguem manter o básico para seus cidadãos.
Agora, na presença de um novo vírus, ou seja, na possibilidade de uma epidemia ou pandemia, já que pode ser mundial, o governo quer aumentar em mil leitos, acreditem se quiserem, o credenciamento de utis. Necessitamos de muito mais, todos os dias.
Não precisamos entrar em pânico, quando o mesmo já está instalado. Está na cara de todos. Nos telejornais, sites e redes sociais. Temos uma onda de Dengue e outras doenças co-irmãs, causadas pelo mosquito Aedes, que suas complicações necessitam urgentemente de suporte intensivo. Temos as vítimas diárias da BR 163, que por muitas vezes são nossos parentes e amigos que morrem por não terem um leito de uti, já que duplicar, fazer um acostamento decente, é impossível mesmo pagando impostos exorbitantes e pedágios sem fim.A influenza e outras tantas patologias que podem levar o paciente a óbito.
Todos os dias temos recém-nascidos prematuros que necessitam de um leito e não conseguem.
Então, meus amigos e leitores, não basta tapar o sol com a peneira. Urge um tratamento que corte o mal pela raíz. Sabemos das dificuldades de um país que foi devastado pelos governos anteriores.
Mas, nesse momento, é necessário uma  força-tarefa que produza resultados. Que prepare não somente o terreno para uma eminente epidemia, mas sim para a epidemia diária de atrocidades que extingue a vida e os sonhos do povo brasileiro.
Se a China consegue construir um hospital em vinte dias, porque não podemos abrir e principalmente manter mais leitos de uti?
Por menos regalias de poucos para a felicidade de muitos. Quem sustenta esse país merece respeito!
E viva la vida!

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

UMA HISTÓRIA

Corre menino, corre moleque, procura te encontrar
O tempo é curto, o tempo é nada, mas costuma nos faltar
Corre menino, corre pivete, futuro do Brasil
Bate carteira, rouba sacolas das damas tão gentis
Corre menino que o tempo é curto, procura a salvação

Batem à porta, não tem esmola, nem solução
Corre menino que houve encrenca e vem o guarda aí
foge pro morro, asas nas pernas, olha a grana e sorri
O tempo passa , o tempo voa e cresce o guri
Ninguém percebe, mas têm medo, tira esse Zé daqui
O tempo segue, pede emprego, mas não tem vaga não
Procura ajuda, não tem ajuda, só repressão
O tempo voa e tem destino, sexo sem lição
e tem Maria na sua vida, o filho chama, João
O tempo corre e sem trabalho, a fome corre atrás
Volta no tempo, rouba carteira, não reza mas pede paz
O tempo corre, era menino, futuro do Brasil
Hoje é manchete, era pivete, hoje é o marginal
Agora é tarde e não tem volta, só tem Maria e João
Mas tem revolta, ódio no coração
É o fim do tempo, fim do caminho, estrada sem direção
E na esquina, lágrima nos olhos
de um menino chamado João
Corre menino, corre moleque, procura a salvação
Bate carteira, asas nas pernas, e se chama João

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

PERFIL DE UMA SOCIEDADE

O homem, sua maneira de vida,
domínio de tudo o que é criatura
Mentira! E o pobre que ganha migalhas,
espalha nada sobre sua mesa. Que mesa?
A mesa quase abandonada...
Criança, o choro na madrugada
Que fome! A fome um grito infinito,
Que hora pra tempestade! Que noite!
A noite encerra toda a tristeza
Cansaço! A esmola é pra cerveja.
E bebe, e sonha com cobre, fartura
E vai trocando pernas pra casa. Que casa!
A casa com teto, quatro paredes
sem rede, sem cama e nem sofá
A cama são trapos, fiapos da vida e
sonha já com o dia. Que dia!
O dia, com ele nasce a esperança
Que nada, mais um dia de trabalho.
Trabalho! Esmola que seja breve
A greve! Quem sabe seja esta a hora
A hora não chega e nem vai embora
O medo penetra em toda a história
Que história! O medo é da morte
Que sorte seria não ter nascido mendigo
Mendigo! Promessas a todo o instante,
O santo exausto desaparece
E roga a praga, de mal com o mundo imundo
E vem o homem da conta. Que conta!
A conta de mais de algum mês e meio
O jeito é mesmo pedir desculpas
Desculpa? Mea culpa! Justiça!
Cobiça é ajustiça dos homens. Que homens!!
Os homens que vão direto ao boteco
e pedem o álcool da alegria
Que pena que dura tão pouco. É pouco!
Que vida! O jeito é ira pra casa. Que casa!!
A casa, lugar de sonho e descanso.
Se cansa do grito da criançada
È a fome que está chegando. Dançando
O jeito é ir pra rua. Que rua!!
A rua deserta, sem estrutura,
segura os passos sem direção. Sem rumo.
Sem rumo pensa em assalto. É errado?
Pecado é não ter o que comer. O sonho!
No sonho a mesa está cheia
Alegria no rosto da gurizada
Acorda! E chora, hora do pega
Quem sabe a coisa muda de figura.
Esperança! Esperar!!