Eu não sei de onde vem, toda essa loucurase dos teus olhos, ou do cinza do céu de agora
São dias de paz e de tempestade,
dias de saudade, esperança e desejo
que se dissipam em minutos,
quando dispara tua metralhadora de palavras
ao final de mais um beijo
O óbvio é tão óbvio, mas o cego não quer ver
de olhos fechados ele apenas vê estrelas,
praias tranquilas, uma viagem feliz e um
belo pôr do sol ao entardecer
Não vê a raiva velada, a voz descontrolada,
as atitudes ensandecidas,
a agressividade nos gestos e nas atitudes
Mais uma dose! E tudo se esvai.
Os sonhos retornam, o pensamento viaja,
e tudo volta a ter cor
Não adianta o mundo gritar nos seus ouvidos
esse brilho, esse farol no meio do mar é um perigo
o viajante vai errante, pois a cegueira é assim
Fecha os ouvidos além dos olhos
e as torneiras da sabedoria,
e ele segue em frente tropeçando nos pensamentos,
querendo mudar o que nunca vai ser mudado
desejando viver vidas que não são suas.
lutando contra moinhos de vento
para conquistar tesouros que só existem
na mente dos poetas e loucos
Como num lampejo de lucidez
flashes explodem em sua mente
Apenas existe um perdedor, e é você
manipulado, com o cérebro destruído
por drogas invisíveis que
corroem a mente e o coração.
O orgulho morre, a vontade morre,
e a depressão vem
Em períodos de abstinência delira,
esperneia e enche os olhos de água e sal
Em períodos de lucidez
sabe que no fundo dos túneis,
no final de todo o arco-íris.
quando nasce o sol em um novo dia.
o amor estará lá para curar todas as feridas
e ele poderá enxergar com clareza
a beleza das coisas novamente
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