segunda-feira, 13 de julho de 2020

A EPIDEMIA QUE BUSCAMOS

















Eu vi lá no sul, eu vi além mar
algo invisível a nos afastar
Eu vi a emoção, o choro e a dor
pessoas partindo, deixando um amor,
Eu vi a pobreza e a ignorância.
eu vi o poder negando a doença.
Eu vi uma mãe deixar  uma criança
sozinha no mundo, sem sonhos, só dor
se algo restou se chama esperança.
Eu vi o sol se pôr, se pôr para sempre
vi seres de luz ,  apagando de repente.
Eu vi um idoso ficar isolado,
não por querer estar só, mas por ser amado,
Eu vi tanta gente ficando sem ar
buscando por oxigênio ou uma vaga
só para poder respirar.
Eu vi o cansaço no rosto do herói
vestido de branco, salvando tanta gente
Eu vi um lágrima caindo no rosto
molhando sua máscara, chorando o desgosto,
sem saber que também estava doente,
Podemos vencer essa dura luta
agindo com consciência e união
dividindo o mesmo pão prá sobreviver.
Quero acreditar que todos podem cantar
em uma  só voz, a mesma canção,
provocando uma epidemia  de amor e
vacinando com paz  todo coração.
A vida trás mistérios que só mesmo Deus
explica essa fé que agora brota no ateu
A mãe que perde  sua filha
e morre por dentro, minguando a família
sem ter um segundo para dar um adeus.
Corremos atrás de tantos desejos
e hoje queremos apenas abraços e beijos.
Tanto ar, tanto mar, tanto sol, quanta vida
buscamos reencontros, sorrisos e risos,
em pouco tempo, tantas partidas
Saudades dos portos, aeroportos, estrada,
amigos, parentes, de gente da gente.
Podemos alimentar essa guerra ou antecipar seu fim
é só proteger os que te são caros, e a vida, dizer sim
Se hoje plantarmos o amor, podemos sonhar a estação
e esperar o trem que vai chegar
trazendo um belo verão, a primavera em flor
ou a tristeza sem fim.


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