
Falando um pouco sobre a pandemia em Lucas e o papel do comitê contra o coronavírus, criado no início da crise.
Desde sua criação, o comitê enfrentou sempre o dilema de decidir o futuro da cidade frente à crise. Muitos falam que o fechamento do comércio foi precipitado. Mas se não tivesse sido feito, não sabemos se nossa situação não estaria pior. Lidamos com um vírus novo e desconhecido. Todos os dias são feitos novos estudos e novas revelações tanto em relação ao corona, quanto ao seu possível tratamento.
Os números estão aumentando porque a testagem aumentou, mas é preciso coerência nas atitudes, mantendo o uso da máscara, do álcool em gel e do isolamento necessário.
O comitê, às vezes, não consegue satisfazer às pessoas, porque cada um tem que defender o seu sustento, mas com o andar da carroça tem flexibilizado algum ramos do comércio, sempre tentando proteger o munícipe. Têm dado um passo de cada vez para que não tenha que voltar atrás. Por isso, a necessidade dos decretos que vão sendo feitos após as reuniões de acordo com a situação epidêmica no município. Há um sofrimento evidente de todos em relação à economia .
Na segunda reunião que tivemos citei sobre a barreira sanitária. No dia 15 de maio foi registrada em ata e em nosso último encontro foi formalizada. Sua importância está relacionada aos viajantes que chegam das mais diferentes regiões do país.
Na minha concepção, se o governo brasileiro no início da pandemia tivesse colocado barreiras nos portos e aeroportos, com certeza, não teríamos esse número exorbitante de infectados e de óbitos.
Vale lembrar que três casos positivos chegaram de fora para trabalharem em uma empresa. Foram diagnosticados no primeiro dia e colocados em quarentena. Essa é a finalidade principal da barreira citada. Faz -se necessário que quem chegar à cidade cumpra o isolamento mínimo de 14 dias antes de se relacionar com seus familiares e amigos, evitando assim, a transmissão do vírus.
Infelizmente há uma barreira invisível muito pior, que é a teimosia, a ignorância e a desobediência. O povo brasileiro parece que tem no seu DNA uma dificuldade de cumprir leis. Não conseguem usar máscaras e nem higienizar as mão de modo correto. Quem sabe, "lavar as mãos" vai ser o grande legado da epidemia.
Somos questionados sobre doações. Fizemos várias. Mas não precisamos colocar nos veículos de comunicação e redes sociais, esse tipo de trabalho.
Visitamos famílias guerreiras, humildes e muito agradecidas, mas também pessoas que não se esforçam. Casas imundas, crianças mal cuidadas. Pobreza nunca foi defeito, mas a falta de higiene, sim. É preciso cuidar da casa, da família e das crianças indefesas. O vírus também está relacionado com a sujeira, fica depositado no ambiente.
Quanto ao aumento do número de infectados, é óbvio que a partir do momento em que começassem a realizar mais testes apareceriam os infectados. Precisamos testar mais! Mas, os testes custam dinheiro. E enquanto não tivermos exames para todos, é necessário que usemos as armas que temos: o isolamento social e as medidas de higiene e proteção.
Tenho que falar um pouco em educação. Nesses, quase quatro anos legislando, fizemos projetos na cultura, leitura, esportes, proteção das crianças contra abuso e incentivando os idosos a continuarem estudando, sempre pensando em futuro e em família.
Então, não vamos deixar qualquer um entrar em nossas casas, falando bobagens para que seu filho fique repetindo e xingando uns aos outros. Não podemos aplaudir pessoas que agem dessa forma, e que usam palavras de baixo calão.
Não assistam o que faz mal a vocês! Não sejam extremistas colocando pessoas em pedestais ou no chinelo. Não curtam e nem compartilhem notícias falsas e agressões só porque não foram vocês que escreveram.
Temos que ser bons exemplos. A criança imita o adulto.
Temos que falar, comportar, relacionar e viver bem com nossos filhos. Temos que tornar cotidiano palavras como generosidade, amor fraternal, generosidade, solidariedade, tolerância e perseverança. Assim, teremos um verdadeiro legado para o futuro e sairemos mais fortes no final dessa pandemia.
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