O hospital é o local onde se fazem as maiores intervenções de saúde nos indivíduos com situação de agravo à saúde, de média e alta complexidade. É também o local que concentra a maior quantidade de tecnologia, de especialistas e de capacitação técnica, o que não significa que seja o centro do sistema de saúde.O principal objetivo do hospital é salvar vidas, permitir que o indivíduo melhore de determinada condição de saúde, ou promova a cura. Além disso, ele desempenha um enorme papel no desenvolvimento de pesquisas e no ensino da medicina, além de gerar empregos em várias categorias e movimentar o complexo industrial da saúde, de significado vital na economia.
O hospital complementa o sistema de saúde, o atendimento primário ambulatorial. Nesse modelo de hierarquia, assume fundamental importância, reafirmando seu significado, que é o de acolher, oferecer hospitalidade e se dedicar a dar assistência e cuidados especializados aos enfermos, para que assim possam recuperar sua saúde.
Sabendo de tudo isso, a nossa reflexão vai para o aniversário de 15 anos do início das atividades do Hospital São Lucas, e é direcionada a todos os trabalhadores desta casa de saúde, mas principalmente, aos que iniciaram essa caminhada e que na pobre memória do povo brasileiro e luverdense foram esquecidos. Pessoas que dedicaram suas vidas a montar e fazer com que a complexa estrutura funcionasse. Que não tinham hora nem para entrar e nem para sair do trabalho. Que gastaram a sola dos sapatos, suas lágrimas e vida, para que hoje, apesar das dificuldades, esse hospital estivesse de pé.
Essa homenagem vai para a primeira administradora, à enfermagem, secretárias, médicos, funcionários da cozinha, limpeza e lavanderia. Aos guardas, porque cuidar das pessoas se dá desde a internação até a alta.
O pensamento inicial era ser um hospital de referência na região, comprometido com a qualidade, sustentabilidade, ensino e inserção comunitária, respeitando a diversidade no processo de promoção da saúde, proporcionando relacionamentos solidários e responsáveis, agindo de forma íntegra e responsável. E mesmo não tendo recursos suficientes para mantê-lo, promoveu a valorização pessoal e profissional a partir do desenvolvimento contínuo das potencialidades humanas.
O corpo clínico era atuante. Os médicos antes de entrarem no hospital eram avaliados por seus currículos e sua história pregressa.
A enfermagem era a melhor que um hospital poderia ter. Técnica e conhecimento a serviço da comunidade.
Hoje 15 anos depois, morreu muito da idéia inicial. A fundação mantenedora até hoje sofre com mudanças frequentes dos membros e não consegue cumprir o papel de manter o hospital financeiramente sólido. A política e o amadorismo de várias direções administrativas dificultaram muito o processo de crescimento da instituição. Com isso, parte do sofrimento inicial persiste até hoje com a difícil missão de manter sua filantropia, os pagamentos em dia, mesmo tendo evoluído com um centro cirúrgico de primeiro mundo e as tão sonhadas utis, sofre com a política de saúde do governo e com a vulnerabilidade de uma empresa sem dono.
Tomara que logo encontre o seu equilíbrio financeiro, porque temos a certeza que a atual diretoria administrativa tem ética e vontade, e desperte o verdadeiro espírito de bravura e vontade de fazerdar certo dos verdadeiros heróis da história do Hospital São Lucas.
Agradecimentos a dona Catarina Morelato Roa, nossa primeira e uma das poucas administradoras hospitalares que hospital teve, a enfermeira Fabiana Dameto Mertz, a quem coube montar o serviço de enfermagem e que depois sairia para organizar a UTI do Hospital Regional de Sorriso.
Nossa sincera homenagem a José Alves Anhaia, Sara Gil, Kelly Lima da Silva, Maria Nunes de França, Dionélia Koczak, Mariluci Pereira, Lucilene Galvão, Helena Wille, Marlene Vieira, Nelcimar de Sá Telles, Glória Boscaíne, Ilena Galvan, Tereza Pinheiro, Vanir Angela Moraes, Ednei da Silva, Aranei Magalhães, Sofia Montanha, Ivone Lima Rodrigues, Silvaneide Oliveira, Juliana Boer, Marli Belter, Maria Clarice Coutinho, Juraci Becker, Maria Hilda da Silva, Cícera Mathis, Franciela Giacomini, Juscilene da Costa, Ana Paula Benedetti, Gonçalo de Matos, Salete Vieira, Mery Fiorin, Ademir de Oliveira, Elisângela da Costa, Núbia de Goes, Zenir Matizie, Karine Buratto, Mônica Oliveira, Eduarda Lemes, Aírton Almeida, Justina Silva, Roselei Soares, Carla Kuster, Lucimara da Silva e Jane Farias Lima, verdadeiros heróis dignos de uma moção de aplausos pela coragem e valor.

Obrigado pela lembrança, tenho orgulho de ter feito parte dessa história. Grande abraço Nubia.
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