Como é bom
poder refletir sobre esse tema. Pena que
pouca gente ainda para e lê o jornal. É preciso um pingo de esperança
para resgatar sim os valores perdidos como civismo, patriotismo, ética e
cidadania. É preciso acreditar na força tarefa da lava-jato e nas pessoas que a
conduzem. Mas, é mais que necessário, que as pessoas que pensam nos rumos da
política desse país abram os olhos e os ouvidos para o que está acontecendo.
Independentemente dos
partidos, que em raras exceções estão submergidos na lama pútrida da corrupção,
devemos tirar o véu dos santos do pau-oco
que tomaram conta dos altares da nossa consciência coletiva e fizeram a maior
lavagem cerebral, que nos remete aos tempos do nazismo, sem o racismo e das
falsas igrejas que desnudam seus fiéis na promessa de falsos milagres.
Passou do
tempo em que Luís Inácio, aquele que nunca trabalhou na vida e se aposentou
pela falta de um dedo era o herói das massas e dos pobres. Ele e sua catrefa de
amigos, usurparam essa nação. E nós
seres pensantes e racionais, devemos contar isso, mesmo que doa o nosso coração, e que nos derretemos em lágrimas , a
verdade para o nosso povo. Sim, ele é um criminoso e sim, ele tem que pagar
pelos seus crimes.
Então,
quando falamos em comemorar o dia da independência, com
festa, com hinos e desfiles para honrar essa terra brasilis, é preciso apagar
da lousa da nação todas essas pessoas que só fizeram bem a si mesmos e a seus
familiares e amigos, e escrever um futuro digno que nós possamos derramar
lágrimas de emoção ao ver a bandeira do Brasil ser hasteada e nos orgulharmos de ver nossos filhos marchando com o peito estufado e num
passo só. Que os símbolos e as
instituições voltem a ser respeitados. Que as religiões tenham seus dogmas reafirmados, e que as famílias voltem a
ensinar o respeito e a solidariedade antes que suas crianças cheguem a escola.
Não dá para
ser patriota em um país governado por ladrões. Ou que os larápios almejem voltar
ao poder.
Foram a
perda dos valores morais que nos conduziram para essa rede de corrupção que
temos hoje. Nos comportamos mal. Não estudamos. Não trabalhamos mais. Pedimos
empregos como favores políticos aos governantes. Perdemos a vergonha na cara.
Lamentamos a vitória dos bons em detrimento da derrota dos que não tem nada
para somar.
Não podemos
ser bom em tudo. Muitos de nós não sabem
cantar, jogar futebol ou fazer
uma estante. Depende só de nós aprender o que tiver interesse e ser bom ou ser melhor
do que o outro em algo. Podemos viver sem saber ler ou escrever.
Viveremos pior, mas viveremos. Mas tem outras
coisas que não podemos deixar de aprender. Se jogar do sétimo andar de
olhos fechados, não vai ser bom. Então é
preciso ser ético, ter bagagem moral para saber o que é certo e o que é errado.
Que doar é muito bom quando se tem boas intenções, mas
que não é tão bom quando se quer algo muito maior em troca. Que é preciso tirar
a venda dos olhos e não votar mais em cretinos e aproveitadores, como Collor,
Sarney e lulas da Silva.
Voltamos a
nossa humilde casa que é a nossa câmara.
Cada
vereador trabalha de maneira diferente, mas na hora de discutir leis, projetos,
etc, creio que em sua grande maioria, está interessado no benefício de nossa população.
Em meio
a tudo isso os interesses de cada um são
claros ou obscuros. Já falei aqui que cada um tem suas aspirações. Sejam elas
passageiras ou de perpetuação política. E às vezes, ultrapassam-se todos os
limites, até os morais, para se darem bem. Penso se isso é consciente ou inconsciente.
Comportamentos
infantis e adolescentes que não condizem com o respeito que temos que
ter com essa casa e com a população
que ora representamos.
Um faz e
todos pagam. Colocar todos em um
liquidificador é mais fácil para a opinião pública.
Alguns tem
medo de enfrentamentos e se calam diante de alguns acontecimentos, outros, se
exaltam porque às vezes é difícil engolir sapos
que saem pulando pelo plenário
quando deveriam estar na lagoa
dos bastidores, com pessoas ditas civilizadas e que na última eleição
passaram a se denominar vereadores..
O
povo, infelizmente, na grande e absoluta maioria não acompanha os projetos, as indicações, ou qualquer coisa boa que fazemos. Preferem ficar atrás dos seus celulares e pcs usando as redes sociais para nos taxarem de incompetentes, ou aqueles que se dizem politizados e que teimam em repetir que parte de nós não aceitou a derrota na última eleição. Uma tremenda bobagem.
Dizer sim é tão fácil quando somos marcados, quando
não queremos nos envolver ou quando não aguentamos qualquer pressão. Como
seria fácil aceitar a doação de um terreno, se isso não implicasse num
ônus que só o povo que vai pagar.
Como é fácil
aceitar denúncias de aumento de gastos públicos, jogar os colegas para os leões
e defender uma causa que você não tem nada a perder. Porque você não assinou
embaixo. Falo da CPI em que um lado que deveria
ser o denunciante, não queria estar na concorrência porque sabia que
sairia no prejuízo.
Sempre tive
o pé atrás com as facilidades da vida, com promessas fáceis, denúncias
espalhafatosas e empregos que não condizem com a formação. Por isso sempre
valorizei o estudo e o trabalho. Esse foi o legado que meu pai me deixou e é o
que deixarei para meus filhos. Não importa a idade. Sempre há tempo de produzir
ao invés de apenas parasitar.
Existe uma diferença
enorme entre covardia e bom senso. Basta ir ao dicionário. Muito fácil ficar em
cima do muro. Muito tranquilo fazer provocações fora de hora e não ter
responsabilidade na hora de assumir.
A palavra
vossa excelência nessa casa soa de
maneira hipócrita, fingida.
Então, peço
atenção com as palavras e mais que isso,
com as atitudes. A eleição
passou e a eleição da mesa diretora também, mas isso continua
respingando aqui, não pela maneira que ocorreu, mas pelo equívoco de alguns
colegas. Agora é levantar a cabeça e
olhar para o futuro porque mágoas só comprometem o bom desempenho dessa casa e
provoca animosidades.
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