segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A SEMANA DA PÁTRIA E NOSSA HUMILDE CASA DE LEIS

Começo parabenizando a jornalista Vera Carpenedo pela manchete da semana do jornal Folha Verde: Dia da independência: é possível comemorar diante de um cenário de degradação moral do Brasil?
Como é bom poder refletir sobre esse tema. Pena que  pouca gente ainda para e lê o jornal. É preciso um pingo de esperança para resgatar sim os valores perdidos como civismo, patriotismo, ética e cidadania. É preciso acreditar na força tarefa da lava-jato e nas pessoas que a conduzem. Mas, é mais que necessário, que as pessoas que pensam nos rumos da política desse país abram os olhos e os ouvidos para o  que está acontecendo. 
Independentemente dos partidos, que em raras exceções estão submergidos na lama pútrida da corrupção, devemos tirar o  véu dos santos do pau-oco que tomaram conta dos altares da nossa consciência coletiva e fizeram a maior lavagem cerebral, que nos remete aos tempos do nazismo, sem o racismo e das falsas igrejas que desnudam seus fiéis na promessa de falsos milagres.
Passou do tempo em que Luís Inácio, aquele que nunca trabalhou na vida e se aposentou pela falta de um dedo  era o herói  das massas e dos pobres. Ele e sua catrefa de amigos, usurparam essa nação.  E nós seres pensantes e racionais, devemos contar isso, mesmo que doa o nosso  coração, e que nos derretemos em lágrimas , a verdade para o nosso povo. Sim, ele é um criminoso e sim, ele tem que pagar pelos seus crimes.
Então, quando  falamos  em comemorar o dia da independência, com festa, com hinos e desfiles para honrar essa terra brasilis, é preciso apagar da lousa da nação todas essas pessoas que só fizeram bem a si mesmos e a seus familiares e amigos, e escrever um futuro digno que nós possamos derramar lágrimas de emoção ao ver a bandeira do Brasil ser hasteada  e nos orgulharmos de ver nossos  filhos marchando com o peito estufado e num passo só. Que  os símbolos e as instituições voltem a ser respeitados. Que as religiões  tenham seus dogmas  reafirmados, e que as famílias voltem a ensinar o respeito e a solidariedade antes que suas crianças cheguem a escola.
Não dá para ser patriota em um  país governado  por ladrões. Ou que os larápios almejem  voltar  ao poder.
Foram a perda dos valores morais que nos conduziram para essa rede de corrupção que temos hoje. Nos comportamos mal. Não estudamos. Não trabalhamos mais. Pedimos empregos como favores políticos aos governantes. Perdemos a vergonha na cara. Lamentamos a vitória dos bons em detrimento da derrota dos que não tem nada para somar.
Não podemos ser bom em tudo. Muitos de nós não sabem  cantar, jogar  futebol ou fazer uma estante. Depende só de nós aprender o que tiver interesse e ser bom ou  ser melhor  do que o outro em algo. Podemos viver sem saber ler ou escrever. Viveremos pior, mas viveremos. Mas tem outras  coisas que não podemos deixar de aprender. Se jogar do sétimo andar de olhos fechados, não vai ser  bom. Então é preciso ser ético, ter bagagem moral para saber o que é certo e o que é errado. Que  doar é  muito bom quando se tem boas intenções, mas que não é tão bom quando se quer algo muito maior em troca. Que é preciso tirar a venda dos olhos e não votar mais em cretinos e aproveitadores, como Collor, Sarney e lulas da Silva.
Voltamos a nossa  humilde casa que é a nossa câmara.
Cada vereador trabalha de maneira diferente, mas na hora de discutir leis, projetos, etc, creio que em sua grande maioria, está interessado no  benefício de nossa população.
Em meio a  tudo isso os interesses de cada um são claros ou obscuros. Já falei aqui que cada um tem suas aspirações. Sejam elas passageiras ou de perpetuação política. E às vezes, ultrapassam-se todos os limites, até os morais, para se darem bem. Penso  se isso é consciente ou inconsciente.
Comportamentos infantis e adolescentes que não condizem com o respeito que  temos que  ter com essa casa e com a população  que ora representamos.
Um faz e todos pagam. Colocar todos  em um liquidificador é mais fácil para a opinião pública.
Alguns tem medo de enfrentamentos e se calam diante de alguns acontecimentos, outros, se exaltam porque às vezes é difícil engolir sapos  que saem pulando pelo plenário  quando deveriam estar na lagoa  dos bastidores, com pessoas ditas civilizadas e que na última eleição passaram a se denominar vereadores..
O

povo, infelizmente, na grande e absoluta maioria não acompanha  os projetos, as indicações, ou qualquer  coisa boa que fazemos. Preferem ficar atrás dos seus celulares e pcs usando as redes sociais para nos taxarem de incompetentes,  ou aqueles que se dizem politizados e que teimam em  repetir que parte de nós não aceitou a derrota na última eleição. Uma tremenda bobagem.
Dizer  sim é tão fácil quando somos marcados, quando não queremos nos envolver ou quando não aguentamos qualquer pressão.  Como  seria fácil aceitar a doação de um terreno, se isso não implicasse num ônus que só o povo que vai pagar.
Como é fácil aceitar denúncias de aumento de gastos públicos, jogar os colegas para os leões e defender uma causa que você não tem nada a perder. Porque você não assinou embaixo. Falo da CPI em que um lado que deveria  ser o denunciante, não queria estar na concorrência porque sabia que sairia no prejuízo. 
Sempre tive o pé atrás com as facilidades da vida, com promessas fáceis, denúncias espalhafatosas e empregos que  não  condizem com a formação. Por isso sempre valorizei o estudo e o trabalho. Esse foi o legado que meu pai me deixou e é o que deixarei para meus filhos. Não importa a idade. Sempre há tempo de produzir ao invés de apenas parasitar.
Existe uma diferença enorme entre covardia e bom senso. Basta ir ao dicionário. Muito fácil ficar em cima do muro. Muito tranquilo fazer provocações fora de hora e não ter responsabilidade na hora de assumir. 
A palavra vossa excelência nessa casa  soa de maneira hipócrita, fingida.

Então, peço atenção com as palavras e mais  que isso, com as  atitudes.  A eleição  passou e a eleição da mesa diretora também, mas isso continua respingando aqui, não pela maneira que ocorreu, mas pelo equívoco de alguns colegas. Agora  é levantar a cabeça e olhar para  o futuro  porque mágoas  só comprometem o bom desempenho dessa casa e provoca animosidades.