sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

NATAL! TEMPO DE AGRADECER!

Meus caros amigos! É isso mesmo. Natal é tempo de agradecer e de renovar.
Tempo de perdoar e de amar. Tempo de respeitar e de se aceitar. Tempo de sair de dentro das salas, das casas, dos templos, de se despir do orgulho, da ganância, da ambição e semear carinho, afeição, entendimento, perdão e amor fraternos.
Os melhores presentes ainda são o abraço, o sorriso, a reunião das famílias, que mesmo morando distantes se aproximam para comemorar o nascimento de Cristo.
Desde a infância, somos convidados a escolher presentes para pedir para o bom velhinho, que mesmo trazendo ou não presentes nada tem a ver com o verdadeiro motivo do natal.
Agora adulto e de cabelos brancos. Navegando em um mar de obrigações e de responsabilidades, faço minha lista de desejos de natal. Como o mundo virou do avesso e tornou-se uma novela de capítulos desordenados e fúteis, que passam por nossa vida em um piscar de olhos, faço minha listinha baseada nesses tempos onde as redes sociais, ressuscitam e crucificam uns aos outros.
- Que as pessoas leiam mais, que divulguem e compartilhem apenas a verdade; Que confirmem as manchetes, se realmente são fatos ou boatos. Que não usem as redes sociais apenas para denegrirem uns aos outros, mas para promoverem o bem comum.
- Que antes de digitarem qualquer texto, vejam se a escrita está correta. Meus filhos e os seus estão de olho e talvez compartilhando esses posts.
- Que as pessoas apenas divulguem fotos e textos positivos eque tragam mensagens de transformação em busca de um mundo melhor.
- Que as fotos e os abraços sejam verdadeiros.
- Que os homens que tem o poder político nas mãos, orientem as pessoas para que estudem, trabalhem e entendam que o destino do município e do país não podem mais ter lugar para sensacionalistas que praticam politicagem barata.
- E, finalmente, que meus pacientes, amigos e parentes tenham saúde e perseverança para aceitar com serenidade esse futuro incerto que se aproxima.

Feliz Natal!
E viva la vida!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A SEMANA DA PÁTRIA E NOSSA HUMILDE CASA DE LEIS

Começo parabenizando a jornalista Vera Carpenedo pela manchete da semana do jornal Folha Verde: Dia da independência: é possível comemorar diante de um cenário de degradação moral do Brasil?
Como é bom poder refletir sobre esse tema. Pena que  pouca gente ainda para e lê o jornal. É preciso um pingo de esperança para resgatar sim os valores perdidos como civismo, patriotismo, ética e cidadania. É preciso acreditar na força tarefa da lava-jato e nas pessoas que a conduzem. Mas, é mais que necessário, que as pessoas que pensam nos rumos da política desse país abram os olhos e os ouvidos para o  que está acontecendo. 
Independentemente dos partidos, que em raras exceções estão submergidos na lama pútrida da corrupção, devemos tirar o  véu dos santos do pau-oco que tomaram conta dos altares da nossa consciência coletiva e fizeram a maior lavagem cerebral, que nos remete aos tempos do nazismo, sem o racismo e das falsas igrejas que desnudam seus fiéis na promessa de falsos milagres.
Passou do tempo em que Luís Inácio, aquele que nunca trabalhou na vida e se aposentou pela falta de um dedo  era o herói  das massas e dos pobres. Ele e sua catrefa de amigos, usurparam essa nação.  E nós seres pensantes e racionais, devemos contar isso, mesmo que doa o nosso  coração, e que nos derretemos em lágrimas , a verdade para o nosso povo. Sim, ele é um criminoso e sim, ele tem que pagar pelos seus crimes.
Então, quando  falamos  em comemorar o dia da independência, com festa, com hinos e desfiles para honrar essa terra brasilis, é preciso apagar da lousa da nação todas essas pessoas que só fizeram bem a si mesmos e a seus familiares e amigos, e escrever um futuro digno que nós possamos derramar lágrimas de emoção ao ver a bandeira do Brasil ser hasteada  e nos orgulharmos de ver nossos  filhos marchando com o peito estufado e num passo só. Que  os símbolos e as instituições voltem a ser respeitados. Que as religiões  tenham seus dogmas  reafirmados, e que as famílias voltem a ensinar o respeito e a solidariedade antes que suas crianças cheguem a escola.
Não dá para ser patriota em um  país governado  por ladrões. Ou que os larápios almejem  voltar  ao poder.
Foram a perda dos valores morais que nos conduziram para essa rede de corrupção que temos hoje. Nos comportamos mal. Não estudamos. Não trabalhamos mais. Pedimos empregos como favores políticos aos governantes. Perdemos a vergonha na cara. Lamentamos a vitória dos bons em detrimento da derrota dos que não tem nada para somar.
Não podemos ser bom em tudo. Muitos de nós não sabem  cantar, jogar  futebol ou fazer uma estante. Depende só de nós aprender o que tiver interesse e ser bom ou  ser melhor  do que o outro em algo. Podemos viver sem saber ler ou escrever. Viveremos pior, mas viveremos. Mas tem outras  coisas que não podemos deixar de aprender. Se jogar do sétimo andar de olhos fechados, não vai ser  bom. Então é preciso ser ético, ter bagagem moral para saber o que é certo e o que é errado. Que  doar é  muito bom quando se tem boas intenções, mas que não é tão bom quando se quer algo muito maior em troca. Que é preciso tirar a venda dos olhos e não votar mais em cretinos e aproveitadores, como Collor, Sarney e lulas da Silva.
Voltamos a nossa  humilde casa que é a nossa câmara.
Cada vereador trabalha de maneira diferente, mas na hora de discutir leis, projetos, etc, creio que em sua grande maioria, está interessado no  benefício de nossa população.
Em meio a  tudo isso os interesses de cada um são claros ou obscuros. Já falei aqui que cada um tem suas aspirações. Sejam elas passageiras ou de perpetuação política. E às vezes, ultrapassam-se todos os limites, até os morais, para se darem bem. Penso  se isso é consciente ou inconsciente.
Comportamentos infantis e adolescentes que não condizem com o respeito que  temos que  ter com essa casa e com a população  que ora representamos.
Um faz e todos pagam. Colocar todos  em um liquidificador é mais fácil para a opinião pública.
Alguns tem medo de enfrentamentos e se calam diante de alguns acontecimentos, outros, se exaltam porque às vezes é difícil engolir sapos  que saem pulando pelo plenário  quando deveriam estar na lagoa  dos bastidores, com pessoas ditas civilizadas e que na última eleição passaram a se denominar vereadores..
O

povo, infelizmente, na grande e absoluta maioria não acompanha  os projetos, as indicações, ou qualquer  coisa boa que fazemos. Preferem ficar atrás dos seus celulares e pcs usando as redes sociais para nos taxarem de incompetentes,  ou aqueles que se dizem politizados e que teimam em  repetir que parte de nós não aceitou a derrota na última eleição. Uma tremenda bobagem.
Dizer  sim é tão fácil quando somos marcados, quando não queremos nos envolver ou quando não aguentamos qualquer pressão.  Como  seria fácil aceitar a doação de um terreno, se isso não implicasse num ônus que só o povo que vai pagar.
Como é fácil aceitar denúncias de aumento de gastos públicos, jogar os colegas para os leões e defender uma causa que você não tem nada a perder. Porque você não assinou embaixo. Falo da CPI em que um lado que deveria  ser o denunciante, não queria estar na concorrência porque sabia que sairia no prejuízo. 
Sempre tive o pé atrás com as facilidades da vida, com promessas fáceis, denúncias espalhafatosas e empregos que  não  condizem com a formação. Por isso sempre valorizei o estudo e o trabalho. Esse foi o legado que meu pai me deixou e é o que deixarei para meus filhos. Não importa a idade. Sempre há tempo de produzir ao invés de apenas parasitar.
Existe uma diferença enorme entre covardia e bom senso. Basta ir ao dicionário. Muito fácil ficar em cima do muro. Muito tranquilo fazer provocações fora de hora e não ter responsabilidade na hora de assumir. 
A palavra vossa excelência nessa casa  soa de maneira hipócrita, fingida.

Então, peço atenção com as palavras e mais  que isso, com as  atitudes.  A eleição  passou e a eleição da mesa diretora também, mas isso continua respingando aqui, não pela maneira que ocorreu, mas pelo equívoco de alguns colegas. Agora  é levantar a cabeça e olhar para  o futuro  porque mágoas  só comprometem o bom desempenho dessa casa e provoca animosidades. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

UM PASSO DE CADA VEZ..... E SE PASSARAM SEIS MESES!

Na nossa última sessão antes do  recesso, findando o nosso primeiro semestre estando vereador, fizemos  uma retrospectiva de nossa  caminhada até aqui.
Antes de falar do exercício  na câmara, tenho que alertar aos luverdenses que sou médico-pediatra há 19 anos nesta cidade, portanto, é imprescindível que todos saibam do  meu trabalho além dessa casa.
Nesses primeiros seis meses do ano, atendemos em torno de 1800 consultas na clínica, acompanhamos mais  de 720 pacientes internados e fizemos 265 salas-de-parto, que é atender o recém-nascido dentro do centro obstétrico  e  elaboramos  palestra em uma creche.
Participamos  das reuniões da Ameluv(Associação Médica Luverdense), que são mensais e de várias outras com a direção do hospital são lucas, tratando de assuntos pertinentes à saúde. Esse primeiro levantamento de dados é apenas para  justificar parte do que vou falar.
Começamos o ano tomando nosso primeiro susto que culminou  com a primeira grande lição na política, a eleição da mesa diretora. Naquele instante ficou bem claro para mim que a tal palavra dada, situação e oposição não existiam mais. Apenas o desejo de ser um bom legislador prevaleceu,  e naquele momento desenhou-se o futuro da política dessa casa e do município também.
 A verdade nua e crua  de que os interesses individuais prevaleceriam acima do coletivo.
Nesse período nunca fiz uso  do carro oficial da câmara, de combustível , da secretaria de imprensa ou de algum funcionário para me servir de motorista. Sendo médico e com tudo isso que falei não posso ficar na câmara  em período integral.
Nosso presidente  Jiloir Pelicioli, o qual eu parabenizo  pela economia que diz fazer,  em entrevista ao  jornal Folha Verde, falou que não concordava com o gasto feito pelos vereadores com seus assessores. E que esse valor seria em torno de 1, 4 milhão em 4 anos. Digo para vocês que esse valor com a assessoria parlamentar não passará de 700 mil até o fim do mandato. 
Ter uma boa  assessoria é imprescindível.   É minha assessora  que recebe os munícipes, que atende minhas ligações, que colabora com idéias e digita minhas indicações. É ela que vai comigo aonde o povo está e que faz as fotos que provam o meu trabalho digno como vereador dessa casa de leis.
Então qualquer economia nesse sentido seria burra. É importante  além de plantar as sementes, também mostrar os frutos à população.
Não sei para os colegas, mas para mim esta experiência têm sido árdua mas muito gratificante.

Em 6 meses de mandato, fizemos:

- 11 indicações;
- Um  projeto de lei  que dispõe sobre  o  envio de  informações  à Câmara de vereadores sobre as indicações enviadas ao poder executivo municipal, valorizando estas e dando respostas ao anseio  do povo;
- Uma moção de repúdio à PEC 287, da reforma da previdência, assinada por todos os colegas vereadores;
- Participamos de 22 sessões ordinárias, com 2 ausências justificadas;
- Nove sessões extraordinárias, sendo que duas delas fora do horário das ordinárias;
- 24 reuniões da comissão de legislação, justiça e redação final  onde analisamos cerca de 60 projetos;
- Representei a Câmara, com muito orgulho em duas ocasiões, na reinauguração do Passo das Emas e na primeira aula da  Universidade Aberta do Brasil, no qual o  representante oficial não compareceu e nem a imprensa;
- 15 visitas a instituições do  município,  conhecendo e ouvindo os que lá trabalham, sendo que 3 delas foram no interior;
- Uma visita a Casa de Apoio Santa Maria, em Sorriso, para conhecer o modelo de administração e funcionamento, já que é nosso desejo ter uma em Lucas para dar apoio aos familiares dos pacientes internados nas utis;
- 5 audiências públicas, sendo que,  uma no Itambiquara e uma audiência do TSE;
- Participamos de um  curso do TSE e do  Congresso do  PDT, em Brasília.

Reuniões:
- 7 com os secretários na prefeitura  e mais 5 na câmara;
- 8  audiências com o prefeito;
- 1 reunião RGA;
- 2 reuniões do PPA ( 1 na câmara e 1 na prefeitura);
- MAP linhas aéreas;
- Entrega da lista  das casas populares, na Casa dos Conselhos;
- 2 reuniões no Conselho de Cultura;
- Colaboramos com várias entidades e pessoas na medida do possível, como cidadão.

  Estamos apenas no início do mandato. Portanto, qualquer esforço feito por todos tem que ser valorizado. Temos um projeto em construção, semelhante à Câmara mirim, praticamente engavetado porque vai onerar a câmara, por oferecer um  lanche ou uma cartilha para os estudantes, que é o “Conhecendo a Câmara”. Sabemos que há muito mais a fazer , e dentro de nossas limitações esperamos estar fazendo o melhor, não para o indivíduo, mas para o coletivo. Dando um passo de cada vez vamos em frente  seguindo nosso lema de campanha: " trabalho, atitude e confiança!".
Nesses tempos  em que as falcatruas  e os desmandos da Câmara Federal nos saltam aos olhos pelos mais diversos meios de comunicação, venda de emendas, troca de favores  para não  ir para a prisão, nos sentimos na obrigação de fazer um trabalho honesto e que, realmente honre cada voto depositado na gente.

Não basta termos um bom espírito, o mais importante é aplicá-lo bem.” 
René Descartes

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A IMPORTÂNCIA, A URGÊNCIA E A PRIORIDADE

Prioridade - Do latin, "prior", anterior.  O que vai ser feito antes. Em nossa vida,  diariamente, temos que colocar quais são as prioridades. Qual o nosso foco??
Na vida  política, também. Parece que na atual situação que estamos vivendo  em Lucas do Rio Verde, prioridade, importância e urgência se confundem, atrapalhando o bom  andamento das ações sejam elas por parte do executivo ou do legislativo.
Cada projeto ou cada ação podem ser importantes,  uns são urgentes, outros são prioritários. Parece que os conceitos se misturam,  mas  é fácil explicá-los.
Prioridade é o que vai ser feito em primeiro lugar.
A urgência está ligada intimamente ao tempo. Grita por atenção porque tem um tempo limite para que seja realizada. Urge por prioridade. Quando passa o tempo limite deixa de ser urgente.
Já  o conceito de importância refere-se a  impacto, ao tamanho do  risco envolvido por não  priorizar tal assunto.
Coloco isso em questão porque parece que  as prioridades  da  população não fecham com as que vem do executivo. Participando do encontro  promovido  pelo TSE  do Mato Grosso, na oficina  de conselhos foram alavancadas algumas necessidades urgentes que o  município tem que realizar. Algumas com um pouco mais de  interesse do executivo podem ser realizadas. Outras, necessitam de mais investimento,  e batem de frente  com um governo estadual e federal  cada dia mais distantes do povo  brasileiro. Cada um de nós já sabe onde o sapato vem apertando  e onde estão as necessidades, porque a população cresceu e com isso, aumentaram as obrigações do executivo. É necessário agilidade, esforços  dobrados e, principalmente ouvir os que tem mais experiência em bem administrar.
Estamos atravessando uma crise sem precedentes e a saúde, a educação e a segurança que sempre  são usados no palanque para fins eleitoreiros,  ficam cada vez mais distantes de  ter uma solução com final feliz.
A  Câmara de Vereadores aprovou recentemente um projeto importante, de extrema urgência, que era o da UNEMAT. Tudo foi feito  confiando que um novo projeto viria para a casa  para acertar os valores  que estavam errados. E  até agora, nada. Nem o projeto e nem o vestibular para dois cursos, engenharia civil e engenharia de alimentos, que era para ser realizado  este mês, chegaram.
Temos um PSF e uma UPA fechados, falta  de creches, escolas e uma infinidade de pequenas coisas que são enormes,urgentes e  prioritárias para essa população que vive aqui.
Entretanto, a urgência que é  apresentada no legislativo, os projetos que  são prioridades para o  executivo, são: a  doação de um terreno para a prefeitura, que futuramente será cedida para a construção de um novo Fórum  e a verba indenizatória dos secretários. Então, nos parece que a urgência de aprovar alguns projetos em detrimento de outros que devem ter prioridade, não está tendo a importância devida.
Tudo se confunde  nesses tempos difíceis. E a insatisfação só cresce. Todos somos jovens em nossas funções, maioria de vereadores, prefeito e secretários. Mas, bom senso é importante, urgente e prioridade na atual conjuntura.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O MÉDICO E O VEREADOR

As pessoas me  perguntam todos os dias como está a vida de vereador. A única resposta que tenho é que é bem mais  tranquila que a vida de médico. 
A política está presente em nosso  dia a dia,  em todos os lugares. Invade nossos lares e governa nossas  vidas. Então, não podemos mais ficar de braços cruzados  e esperar que os maus, os preguiçosos, os vagabundos, organizem  nosso  dia e nos roubem durante a noite. Precisamos assumir um papel na sociedade que é crucial para todos. Se não, algum sem caráter fará isso. 
Difícil entender de leis, é verdade. Mas, se é difícil para quem lê e as interpreta, quanto mais para quem não frequentou os bancos escolares. Por isso a decisão de entrar na vida  política. Estou aprendendo muito todos os dias. E tentando, da melhor maneira, ajudar meu povo. Quanto mais estudo, mais eu vejo que tenho que saber mais. Quanto mais caminho  e faço visitas,  mais vejo o quanto é difícil governar uma cidade como a  nossa, que dirá um país tão imenso quanto o  Brasil. 
Quanto à Medicina e à Pediatria, estou  me sentindo  um pouco fustrado. 
Alguns  cidadãos teimam em acreditar em milagres. Pessoas que surgem do nada, como tantas que já passaram por aqui, recebem o poder no colo, e sabemos que no final das contas, a única coisa que deixam sempre é  desconfiança e descrença em nossa saúde,  Pessoas, que sem ética, destróem um trabalho de anos, denegrindo a imagem dos médicos e de uma instituição. Que assumem cargos que não lhe competem e atos que estão longe de sua capacidade de formação. Tudo isso com o aval de parte da sociedade. 
É deprimente ver algo que você ajudou a construir ser destruído em nome de um falso milagre. Perdemos a vontade de trabalhar, o estímulo de ajudar, de fazer crescer e melhorar sempre. Dói no peito, ver as pessoas da enfermagem, secretárias, técnicos, serem mal tratadas. Difícil  imaginar há algum tempo atrás colegas de profissão   serem interrogados de maneira grotesca pelos corredores e acusados de atos que não condizem com  a realidade.
Lutamos pela liberdade de expressão, pela livre  iniciativa e  contra a corrupção que ataca nossas instituições públicas e não conseguimos arrumar nossa casa. Entregamos a chave ao primeiro oportunista que aparece, a raposa das histórias infantis, para tomar conta do nosso maior tesouro. 
Lembro de alguns versos que aprendi na faculdade, do escritor brasileiro Eduardo Alves da Costa que diz assim:

"[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]"

É preciso falar antes que fiquemos sem voz. É preciso abrir os olhos antes que nos ceguem em definitivo.
Quero crer em um futuro melhor, em  uma saúde melhor, onde os milagres sejam apenas através  de  Deus por nosso trabalho.
Quanto ao político, ao vereador,  vamos ser éticos e acreditar que a  leitura, a educação, a boa formação alimentem nossa juventude para que o futuro que a gente sonhou um dia,  seja o presente que nossos filhos merecem.