A expolucas, feira agropecuária de Lucas do Rio Verde, foi criada para comemorar o aniversário da cidade, e principalmente mostrar o desenvolvimento e sua diversidade econômica. Começou do nada e acabou se tornando a segunda, senão a melhor feira do estado do Mato Grosso. Surgiu na simplicidade, como eram os primeiros habitantes que aqui chegaram e colonizaram. Cresceu muito rápido, assim como a cidade, e tornou-se grande, atraindo expositores de todos os lugares, mostrando seus produtos e estreitando laços com seus clientes.O município sentiu o crescimento desordenado da população, a economia instável desse governo desonesto, e a expolucas sentiu também.
Os comentários com o término da exposição foram vários. Uns a favor e outros contra. Mas as justificativas são terríveis de ouvir. Acredito que não há nenhum complô sobre compra ou venda dos terrenos onde se localiza o parque, e que não houve premeditação, haja vista, o dinheiro investido na construção do novo palco e da arena para o rodeio, que não foi pouco. A festa se tornou popular sim e quem mais curtiu foi o povão. Quem participa de qualquer evento sabe que vai gastar. E cada um gasta o que tem. Os artistas que vieram, mesmo que a maioria, sob minha crítica desfavorável, o que não interessa a ninguém mesmo, foram sempre para o povo. A distribuição de carros em bingos foi farta durante todos os anos e a criançada sempre se divertiu no parque de diversões, sendo que sempre teve um dia gratuito para curtirem, e as palestras sempre foram de interesse para o setor produtivo.
Tenho comigo, que o que mantinha o interesse e acelerava o seu crescimento era a agricultura e suas ramificações. Quem gastava e mantinha a feira eram os agricultores que negociavam grandes valores em máquinas e insumos e ainda aproveitavam para adquirir outros produtos. Com a transferência desse setor para o Entecs, parte dos expositores e da população migrou e perdeu o interesse pela feira, deixando espaço apenas para o setor industrial que ainda é pequeno, e o comercial, que pelo alto valor dos estandes, não demonstraram interesse em expor seus produtos.
Para cá vieram ótimos shows, Engenheiros do Hawaii, Titãs, Zé Ramalho, Renato Teixeira, Jota Quest, Capital Inicial, Skank, duplas sertanejas da moda, e alguns, ridículos como Eduardo Costa e Padre Zezinho, megalomaníacos, como o de Ivete Sangalo que consumiu grande montante, sendo também motivo de lucro menor ou até prejuízo.
O município, que era mágico pelo crescimento acima da média no país, teve todos esses anos uma exposição maravilhosa, diferente da realidade brasileira. Hoje apenas estamos acordando de um sonho. A realidade é essa. Um país que não sabe para onde vai, dirigido por um partido corrupto que quer se manter no poder comprando votos com o programa bolsa-miséria e agora, 25 anos depois, o sonho acabou! É hora de acordar e enfrentar o que já faz parte da vida dos outros brasileiros há muito tempo.
E viva la vida!
infelizmente É ISSO MESMO
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