domingo, 2 de setembro de 2012

AS BRIGAS QUE EU PERDI

Faz tanto tempo que não escrevo, muito mesmo, que me sinto candidato a um cargo político, promessa e não cumprimento. Havia prometido escrever com mais frequência e não estou. Meu fim de semana não está dos melhores por causa das palavras. Palavras que usei, que escrevi, que falei. As palavras tem vida própria. Deveriam ter um freio, um "carrinho" violento, algo que soasse como um sino em nossa boca e trancasse nossa via de comunicação.  E as palavras, levam as brigas. Não vou falar por parábolas porque isso ou é coisa de pastor ou é de fanático religioso e eu não me considero nenhum deles. Esse sábado e domingo serviram para meditação. O que um homem, um profissional, um pai tem que fazer para manter sua família unida? Por que as mágoas antigas não se dissipam como as névoas que quando brilha o sol somem para sempre? Por que sempre tem alguém querendo atrapalhar a felicidade dos outros, como se aquilo fosse a salvação da sua alma?  Como tem mau-caráter travestido de bom moço! Estamos vivendo um período eleitoral e vejo o retorno dos lobos em forma de cordeiro, de todos os lados, berrando, oferecendo sua lã, aproximando-se da manjedoura, como se ele fosse a salvação, e não Cristo. Não senhoras e senhores! A salvação está dentro de nós. Depende apenas do nosso trabalho, da nossa consciência, de nossos alicerces. Não podemos vender nossa vida e nossa alma a quem paga mais. Não podemos oferecer nossa família em sacrifício. Não podemos ser escravos de senhores feudais, de padres ou pastores, da mídia analfabeta, de santos de araque ou de multiplicadores de pães. Já temos um governo criador de comensais. Você não precisa mais trabalhar, pois sua esmola está garantida, você não precisa mais estudar porque se for afro-descendente, índio, ou seja lá o que Deus quiser, sua vaga estará garantida na universidade. Você não precisa mais questionar nada, pedir nada, lutar por nada. Está tudo aí, ao seu alcance. As reuniões que tenho participado estão abrindo o baú do passado em minha mente. Afinal, são quinze anos aqui nesta cidade, e muito mais em uma universidade.  Passei por tudo, vi de tudo.  Então não me peçam para assumir um ou outro lado. Assumirei o lado que acho certo na hora certa. Acreditem! Eu já sonhei muito. Magoei e fui magoado. Tentei fazer o melhor para minha classe e não foi o bastante. Na verdade, nunca é o bastante. Por isso hoje me abstenho das organizações de classe, das igrejas, das ongs, de tudo, porque em todos os lugares existem os bons e os maus, e estes, não importa o credo, a cor, estão sempre prontos para "dar o bote" se lhes for conveniente. Perdi e ganhei brigas, como diz a letra da banda mineira Pato Fu. " Pouco adiantou falar palavrão, perder a razão.Eu quis ser eu mesmo, eu quis ser alguém, mas sou como os outros que não são ninguém. Acho que eu fico mesmo diferente quando falo tudo o que sinto realmente. As brigas que ganhei nenhum troféu como lembrança, pra casa eu levei. As brigas que perdi, essas sim, eu nunca esqueci."
Então, meus amigos, que se exaltam nas páginas sociais, que estão transformando seus amigos em pessoas indesejáveis por causa da política ou de amores impossíveis, ergam as mãos para os céus e agradeçam aqueles que realmente vibram com seu crescimento como pessoa.  Quatro anos passam muito rápido. Na verdade tudo passa, mas o amor é o que vai ficar. Viva la vida!

Um comentário:

  1. Fala Grande Jaime!

    Fica tranquilo que ...

    "... tudo passa tudo passará
    E nada fica nada ficará
    Só se encontra a felicidade
    Quando se entrega o coração"

    Um grande abraço,
    Abinoam Jr.

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