
Nossa primeira e última parada no Rio Grande antes de subir para o Mato Grosso. Cidade linda! Continua crescendo para cima e para os lados, invadindo campos e plantações. Comércio em alta, mas poucas indústrias. Apesar da correria intensa e do trânsito caótico, Passo Fundo continua a viver de forma satisfatória. A Universidade de Passo Fundo e a medicina de alto padrão fazem com que a cidade proporcione um universo diferente da maioria das outras do estado. Já se vão 18 anos que eu saí da residência de Pediatria e parece que foi ontem.
São aproximadamente 183 mil habitantes, mas com uma população flutuante importante graças à escolas, cursinhos e principalmente à universidade, que é uma das melhores do estado. Para algumas áreas, os atrativos de um bom salário já não existem mais e o custo de vida é igual a média de grande parte dos outros lugares. Mas, em uma sociedade globalizada as chances são maiores para os superespecializados e é isso que ocorre lá também.
A diversificação cultural é de dar inveja a grandes centros e capitais, como a nossa Cuiabá. Eventos como, o Festival Internacional do Folclore, o Rodeio Internacional, com participações campeiras da Argentina, Uruguai e Paraguai, Campeonato Mundial de Bocha, Olímpiadas dos Surdos do Mercosul, Jornada Nacional de Literatura, Feira do livro e a Passodança, fazem parte do calendário anual, além do cinema e do teatro e colocam em definitivo Passo Fundo no mapa diferenciado da cena cultural brasileira.
Mas, o melhor de tudo são as amizades que perduram e fazem com que a gente volte sempre a trilhar essa estrada e visitar essa cidade. Mesmo não nascendo ali deixamos nosso coração e um grande bocado de nossas vidas. Ali tive meu primeiro filho: uma meninda chamada Aline. Adquirimos conhecimento e experiência, profissional e de vida para enfrentar as dificuldades e hoje vivemos em outro lugar, distante,mas cultivando as mesmas tradições, os mesmos costumes como se nunca tivéssemos saído dali.
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