Nessa pandemia com um vírus invisível apenas a morte se torna visível no corpo das pessoas que amamos e nas lágrimas que derramamos. No início imaginávamos que iria haver uma mudança na consciência e no coração das pessoas. Mero engano! Tratamos de agir como brasileiros que somos. Começamos aumentando o preço do álcool, dos equipamentos de proteção individual, dos respiradores e novamente superfaturamos a construção de hospitais que nunca funcionaram como devia. Politizaram, primeiro as possíveis drogas para o tratamento da doença e continuamos politizando as vacinas e desaparecendo com o oxigênio necessário pelos pacientes pela desorganização total dos hospitais e dos governos.
Sofremos derrotas políticas sem uma explicação lógica e comemoramos vitórias tranquilas avalizadas pela incompetência dos governantes.
Enfrentamos o covid com a cara e a coragem, nunca fechando a clínica, sempre nos precavendo e nunca abrindo mão do melhor atendimento de nossos pacientes.
Amamos muito mais do que odiamos, se é que tivemos tempo para odiar. Cantamos pouco, mas lemos muito e descobrimos que ler não interessa muito à população em geral que preferiu na sua ignorância e no seu vocabulário pobre e cheio de erros dar sua opinião nas redes sociais, concordando ou discordando mesmo quando eram notícias falsas.
Esperamos que pelo menos na nossa casa, que é nosso município haja uma transformação total, estimulando o desenvolvimento do ser humano, incentivando a educação, e, principalmente valorizando e premiando quem realmente exerce com dignidade sua profissão.
Plagiando o poeta e músico Belchior, " Tenho sangrado demais, tenho chorado prá cachorro. Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro!"
