terça-feira, 18 de julho de 2017

UM PASSO DE CADA VEZ..... E SE PASSARAM SEIS MESES!

Na nossa última sessão antes do  recesso, findando o nosso primeiro semestre estando vereador, fizemos  uma retrospectiva de nossa  caminhada até aqui.
Antes de falar do exercício  na câmara, tenho que alertar aos luverdenses que sou médico-pediatra há 19 anos nesta cidade, portanto, é imprescindível que todos saibam do  meu trabalho além dessa casa.
Nesses primeiros seis meses do ano, atendemos em torno de 1800 consultas na clínica, acompanhamos mais  de 720 pacientes internados e fizemos 265 salas-de-parto, que é atender o recém-nascido dentro do centro obstétrico  e  elaboramos  palestra em uma creche.
Participamos  das reuniões da Ameluv(Associação Médica Luverdense), que são mensais e de várias outras com a direção do hospital são lucas, tratando de assuntos pertinentes à saúde. Esse primeiro levantamento de dados é apenas para  justificar parte do que vou falar.
Começamos o ano tomando nosso primeiro susto que culminou  com a primeira grande lição na política, a eleição da mesa diretora. Naquele instante ficou bem claro para mim que a tal palavra dada, situação e oposição não existiam mais. Apenas o desejo de ser um bom legislador prevaleceu,  e naquele momento desenhou-se o futuro da política dessa casa e do município também.
 A verdade nua e crua  de que os interesses individuais prevaleceriam acima do coletivo.
Nesse período nunca fiz uso  do carro oficial da câmara, de combustível , da secretaria de imprensa ou de algum funcionário para me servir de motorista. Sendo médico e com tudo isso que falei não posso ficar na câmara  em período integral.
Nosso presidente  Jiloir Pelicioli, o qual eu parabenizo  pela economia que diz fazer,  em entrevista ao  jornal Folha Verde, falou que não concordava com o gasto feito pelos vereadores com seus assessores. E que esse valor seria em torno de 1, 4 milhão em 4 anos. Digo para vocês que esse valor com a assessoria parlamentar não passará de 700 mil até o fim do mandato. 
Ter uma boa  assessoria é imprescindível.   É minha assessora  que recebe os munícipes, que atende minhas ligações, que colabora com idéias e digita minhas indicações. É ela que vai comigo aonde o povo está e que faz as fotos que provam o meu trabalho digno como vereador dessa casa de leis.
Então qualquer economia nesse sentido seria burra. É importante  além de plantar as sementes, também mostrar os frutos à população.
Não sei para os colegas, mas para mim esta experiência têm sido árdua mas muito gratificante.

Em 6 meses de mandato, fizemos:

- 11 indicações;
- Um  projeto de lei  que dispõe sobre  o  envio de  informações  à Câmara de vereadores sobre as indicações enviadas ao poder executivo municipal, valorizando estas e dando respostas ao anseio  do povo;
- Uma moção de repúdio à PEC 287, da reforma da previdência, assinada por todos os colegas vereadores;
- Participamos de 22 sessões ordinárias, com 2 ausências justificadas;
- Nove sessões extraordinárias, sendo que duas delas fora do horário das ordinárias;
- 24 reuniões da comissão de legislação, justiça e redação final  onde analisamos cerca de 60 projetos;
- Representei a Câmara, com muito orgulho em duas ocasiões, na reinauguração do Passo das Emas e na primeira aula da  Universidade Aberta do Brasil, no qual o  representante oficial não compareceu e nem a imprensa;
- 15 visitas a instituições do  município,  conhecendo e ouvindo os que lá trabalham, sendo que 3 delas foram no interior;
- Uma visita a Casa de Apoio Santa Maria, em Sorriso, para conhecer o modelo de administração e funcionamento, já que é nosso desejo ter uma em Lucas para dar apoio aos familiares dos pacientes internados nas utis;
- 5 audiências públicas, sendo que,  uma no Itambiquara e uma audiência do TSE;
- Participamos de um  curso do TSE e do  Congresso do  PDT, em Brasília.

Reuniões:
- 7 com os secretários na prefeitura  e mais 5 na câmara;
- 8  audiências com o prefeito;
- 1 reunião RGA;
- 2 reuniões do PPA ( 1 na câmara e 1 na prefeitura);
- MAP linhas aéreas;
- Entrega da lista  das casas populares, na Casa dos Conselhos;
- 2 reuniões no Conselho de Cultura;
- Colaboramos com várias entidades e pessoas na medida do possível, como cidadão.

  Estamos apenas no início do mandato. Portanto, qualquer esforço feito por todos tem que ser valorizado. Temos um projeto em construção, semelhante à Câmara mirim, praticamente engavetado porque vai onerar a câmara, por oferecer um  lanche ou uma cartilha para os estudantes, que é o “Conhecendo a Câmara”. Sabemos que há muito mais a fazer , e dentro de nossas limitações esperamos estar fazendo o melhor, não para o indivíduo, mas para o coletivo. Dando um passo de cada vez vamos em frente  seguindo nosso lema de campanha: " trabalho, atitude e confiança!".
Nesses tempos  em que as falcatruas  e os desmandos da Câmara Federal nos saltam aos olhos pelos mais diversos meios de comunicação, venda de emendas, troca de favores  para não  ir para a prisão, nos sentimos na obrigação de fazer um trabalho honesto e que, realmente honre cada voto depositado na gente.

Não basta termos um bom espírito, o mais importante é aplicá-lo bem.” 
René Descartes

segunda-feira, 10 de julho de 2017

A IMPORTÂNCIA, A URGÊNCIA E A PRIORIDADE

Prioridade - Do latin, "prior", anterior.  O que vai ser feito antes. Em nossa vida,  diariamente, temos que colocar quais são as prioridades. Qual o nosso foco??
Na vida  política, também. Parece que na atual situação que estamos vivendo  em Lucas do Rio Verde, prioridade, importância e urgência se confundem, atrapalhando o bom  andamento das ações sejam elas por parte do executivo ou do legislativo.
Cada projeto ou cada ação podem ser importantes,  uns são urgentes, outros são prioritários. Parece que os conceitos se misturam,  mas  é fácil explicá-los.
Prioridade é o que vai ser feito em primeiro lugar.
A urgência está ligada intimamente ao tempo. Grita por atenção porque tem um tempo limite para que seja realizada. Urge por prioridade. Quando passa o tempo limite deixa de ser urgente.
Já  o conceito de importância refere-se a  impacto, ao tamanho do  risco envolvido por não  priorizar tal assunto.
Coloco isso em questão porque parece que  as prioridades  da  população não fecham com as que vem do executivo. Participando do encontro  promovido  pelo TSE  do Mato Grosso, na oficina  de conselhos foram alavancadas algumas necessidades urgentes que o  município tem que realizar. Algumas com um pouco mais de  interesse do executivo podem ser realizadas. Outras, necessitam de mais investimento,  e batem de frente  com um governo estadual e federal  cada dia mais distantes do povo  brasileiro. Cada um de nós já sabe onde o sapato vem apertando  e onde estão as necessidades, porque a população cresceu e com isso, aumentaram as obrigações do executivo. É necessário agilidade, esforços  dobrados e, principalmente ouvir os que tem mais experiência em bem administrar.
Estamos atravessando uma crise sem precedentes e a saúde, a educação e a segurança que sempre  são usados no palanque para fins eleitoreiros,  ficam cada vez mais distantes de  ter uma solução com final feliz.
A  Câmara de Vereadores aprovou recentemente um projeto importante, de extrema urgência, que era o da UNEMAT. Tudo foi feito  confiando que um novo projeto viria para a casa  para acertar os valores  que estavam errados. E  até agora, nada. Nem o projeto e nem o vestibular para dois cursos, engenharia civil e engenharia de alimentos, que era para ser realizado  este mês, chegaram.
Temos um PSF e uma UPA fechados, falta  de creches, escolas e uma infinidade de pequenas coisas que são enormes,urgentes e  prioritárias para essa população que vive aqui.
Entretanto, a urgência que é  apresentada no legislativo, os projetos que  são prioridades para o  executivo, são: a  doação de um terreno para a prefeitura, que futuramente será cedida para a construção de um novo Fórum  e a verba indenizatória dos secretários. Então, nos parece que a urgência de aprovar alguns projetos em detrimento de outros que devem ter prioridade, não está tendo a importância devida.
Tudo se confunde  nesses tempos difíceis. E a insatisfação só cresce. Todos somos jovens em nossas funções, maioria de vereadores, prefeito e secretários. Mas, bom senso é importante, urgente e prioridade na atual conjuntura.