domingo, 29 de setembro de 2013

O FIM DA ESPERANÇA, OU O CABO DA ENXADA!

Quantas vezes lemos e ouvimos nas últimos meses, " não é pelos vinte centavos!". O Brasil saiu às ruas e protestou contra o governo e seus desmandos. Agora uso uma frase semelhante para explicar à população que parece não entender a revolta dos médicos brasileiros. " Não é contra os cubanos!"
Como tudo o que é desgraça vira noticia os jornais preferem mostrar os vândalos que gratuitamente geram violência do que as manifestações pacificas, assim, como preferem dar ênfase a meia duzia de médicos que num momento infeliz de raiva acabaram agredindo verbalmente os de Cuba, do que exaltar a briga por melhores condições de trabalho, de respeito no atendimento do povo doente e no sistema falido que o governo liquidou ao longo dos anos e que atende pela alcunha de sus.
A saúde vem sendo explorada durante anos como palanque em época de eleição. Isso porque há anos o governo tomou conta das caixas da previdência e desviou o dinheiro para outros fins, colocando o desenvolvimento e o progresso à frente de tudo, até chegar a este momento trágico em que a corrupção tomou conta de tudo e os impostos pagos vão para os bolsos dos "safados" que elegemos.
Ouço em meu trabalho as mais variadas opiniões. Uns a favor do programa "mais médicos", outros, contra. Tenho uma opinião formada há muito tempo. Nem o meu município que é pequeno tem ouvidos, quanto mais um país tão grande quanto o Brasil.
Quando o conselho federal de medicina decidiu impedir a criação de mais cursos, pensava na qualidade do ensino que começava a cair. E tinha razão. O país que privilegia o analfabetismo nunca valorizou a educação, a ciência, a medicina. Para que se tenham bons profissionais, é preciso que se valorizem os professores, os mestres, os doutores, porque senão teremos medíocres ensinando a outros a serem medíocres. Então, chegamos ao ponto que todos os que tem cérebro, não precisa ter dez dedos nas mãos, ou ser ex-terrorista, sabem  que a educação é tudo. Criando maus médicos, chegamos a uma encruzilhada. Ou ficamos sendo estudantes o resto da vida, sem tomar decisões sobre nossos pacientes ou vamos para os psfs atender tudo e resolver pouco. Não estou querendo polemizar ou generalizando, pois convivo com muitos profissionais bons. Mas, também conheço os outros. Por isso, não sou contra a entrada de cubanos, bolivianos, árabes ou quaisquer outros que escolham o país das maravilhas para trabalhar. Sou contra a esse governo espúrio, ridículo, repito, analfabeto, que quer impor guela abaixo profissionais sem provas de revalidação do diploma, destruindo as categorias e os conselhos responsáveis pelos médicos. Dos jornalistas, já retiraram o diploma, com que intuito senão apenas liberar os políticos a ter veículos de comunicação, sem ônus, valorizando os analfabetos que com o microfone na mão e um gravador ou jornal emitem opiniões que só servem a um grupo que faz política de quinta categoria.
Não sei qual vai ser o nosso futuro, nem o do nosso povo. A culpa não é só do PT. O partido da estrela foi apenas uma grande decepção. O homem nasce bom, o congresso os corrompe. São todos. Lula=Collor= Dilma=Sarney=Zé Dirceu= Silval= qualquer outro que te faz promessa em época de eleição.
Não existem mais milagres! Não existe esperança! A não ser que nasça um louco que feche o congresso. Coloque todos no cabo de uma enxada, ou pague apenas um valor simbólico. Esse filme eu já vi e o final é sempre o mesmo.
V
iva la vida!

domingo, 22 de setembro de 2013

UM PINGO DE SOLIDARIEDADE, É O QUE PRECISAMOS!

Ontem dormi pensando naquele vídeo que tailandês que compartilhei no face. Ser solidário é tudo o que temos de melhor em nossa vida. A música de Milton Nascimento nos diz: " O solidário não quer solidão!" Isso é explicado no seu conceito. Uma ação generosa ou bem intencionada. De qualquer forma, na etmologia da palavra solidariedade, está se referindo a um comportamento onde se unem os destinos de duas ou mais pessoas. Resumindo, não é só prestar ajuda, uma vez que também implica um compromisso com aquele a quem se oferece. Infelizmente, a palavra começou a perder sentido pelo abuso do discurso político e do chamado marketing solidário. É certo que a verdadeira ação solidária consiste em ajudar alguém sem receber nada em troca e sem que ninguém saiba. É na sua essência, ser desinteressado, de não ter segundas intenções. É justiça e igualdade. Então, vocês podem ver como é difícil praticar no sentido mais fiel da palavra.
Meus pais sempre me falavam: "faça o bem sem olhar a quem". Tento trazer isso comigo sempre. Não levar em conta cor, raça, religião. Eles só esqueceram de me falar o quanto é difícil fazer isso.
Lembro de dois episódios em minha infância, A criança guarda muito mais coisas do que a gente imagina. Morávamos há 5 km da cidade e meu pai tinha o único carro da vizinhança, um fusca. Em uma noite fria de Bagé, adoeceu a avó de uma conhecida nossa, porque não éramos amigos, e meu pai na madrugada foi levá-la até o hospital. Na janela da minha casa, de olhos espichados, como qualquer menino que ainda não conhece a doença e a morte, mas que já estudava na terceira série e naquele momento já tinha algum conhecimento do livro texto "Nossa Terra, Nossa Gente!", perguntei a minha mãe. Isso que é solidariedade? E ela me disse, sim, isso é solidariedade. Minha outra lembrança, é que ao lado de nossa casa passava um córrego e quando chovia muito a água transbordava. Não foi uma ou duas madrugadas que vi minha casa cheia de gente, fugindo de suas casas alagadas, molhados na roupa e nos olhos. E minha mãe os recebia com carinho, fazendo café para aquecê-los e dizendo palavras de consolo que o dia seguinte seria melhor. Nunca pediram nada em troca, mas no seu coração ganharam o amor e o respeito daquelas pessoas.
Os tempos mudaram. Hoje fazer solidariedade é praticamente impossível. Vivemos em um mundo de desconfiança e bandidagem que pensamos duas vezes antes de dar um prato de comida ou um ajudar alguém que está precisando de dinheiro para comprar um prato de comida. Então, juntamos comida, roupas usadas e doamos para algumas instiuições consideradas sérias. Falo isso, porque na enchente ocorrida em Santa Catarina há alguns anos quando o Brasil encheu os containers de comida e roupas para ajudar os sobreviventes, foram encontrados meses depois comida estragando e roupas estocadas em algum lugar daquele estado. Esperar por um governo que não dá apoio as suas instituições sérias como as APAES, é esperar por um milagre. Então temos que assumir esse papel que nos compete como cidadão.
O problema é que  ser solidário ao pé da letra, está se tornando
impossível. Temos que fotografar e divulgar o que recolhemos e a quem entregamos para provar aos outros nosso caráter e nossa intenção.
Mas, no resumo de tudo, queremos ser igual a nossos pais. Queremos a essência boa deles e de nossos avós, voltar no tempo de vez em quando e fazer o bem sem olhar a quem. Ser solidário e escapar da solidão.